2020 – O ano do Glaucoma
2020 – O ano do Glaucoma

2020 – O ano do Glaucoma

O glaucoma é um problema de saúde pública e uma das mais importantes causas de cegueira no Brasil e no mundo. Segundo a OMS, existem 65 milhões de glaucomatosos em todo o mundo, sendo que, a cada ano, surgem mais 2,4 milhões de casos. A prevalência de cegueira por glaucoma é de 5,2 milhões de pessoas, representando a segunda causa de cegueira no mundo e a maior causa de cegueira irreversível.

Existem no Brasil, cerca de um milhão de portadores de glaucoma. Nos Estados Unidos, 2,25 milhões de pessoas maiores de 45 anos têm glaucoma. O glaucoma representa a segunda maior causa de cegueira na sua população geral (11,1%) e a principal causa de cegueira na população negra. No Reino Unido, estima-se que 0,2% da população apresenta cegueira bilateral e que o glaucoma seja responsável por 12,0% destes casos, sendo a terceira maior causa.

Outro aspecto relevante do Glaucoma é que mesmo nos países mais desenvolvidos apenas 50 por cento dos doentes são efetivamente diagnosticados, considerando-se que em países pobres ou em vias de desenvolvimento esta porcentagem seja muito superior.

Estudo publicado recentemente no British Journal of Ophthalmology indica que haverá 80 milhões de pessoas sofrendo de glaucoma em 2020. Os mais afetados pela doença são mulheres, asiáticos e africanos.

Especialistas confirmam que até os 40 anos, a pessoa deve passar por um exame completo de visão de três em três anos; entre 40 anos e 65 anos, esse período diminui para dois anos; após os 65 anos, os exames devem ser anuais.

Existem vários tipos de glaucomas: o primário de angulo aberto, primário de ângulo fechado, secundários e congênitos. O glaucoma primário de angulo aberto não tem sintomas nos estágios iniciais e a lesão do campo visual se desenvolve devagar e progressivamente por muitos anos.

Já o glaucoma primário de angulo fechado, uma das raras emergências em oftalmologia, é uma entidade na qual a obstrução do fluxo do humor aquoso se deve ao fechamento do angulo pela íris periférica , que se não for tratado poderá levar a cegueira. O olho fica congesto, com dores e visão borrada, podendo causar vômitos e mal estar nos casos mais graves, podendo ocorrer em olhos com predisposições anatômicas ou normais. No caso dos glaucomas secundários normalmente, eles estão associados a história de traumas ou complicações de doenças pré- existentes como a hipertensão, diabetes, problemas de formação ocular, cataratas hiper-maduras e o uso de colírios de cortícoide indevidos.

Quanto ao glaucoma congênito é constituído por um grupo de diversos transtornos hereditários, no qual existe uma anomalia ocular no nascimento, responsável pelo aumento da pressão ocular.

É importante, portanto, visitar o oftalmologista pelo menos uma vez ao ano para medir a pressão ocular. Além disso, os que possuem fatores de risco como hipertensão, diabetes e glaucoma na família, devem fazer avaliações de seis em seis meses para verificação da curva diária de pressão, da paquimetria, do campo visual e gonioscopia.

Fonte: http://www.hospitaldeolhos.com.br/noticia/1556

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