Fadiga Visual: Uma doença que atinge adultos e crianças

Fadiga Visual: Uma doença que atinge adultos e crianças

Computadores, smartphones, tablets… Quem hoje em dia não usa um aparelho desses? Seja por trabalho ou diversão, o fato é que estamos cada vez mais com os olhos vidrados na tela. No entanto, especialistas fazem uma alerta: excesso de leitura nesses dispositivos pode causar fadiga visual digital – um conjunto de sintomas que pode incluir olhos secos, visão embaçada, cansaço, além de dor de cabeça e incômodos no pescoço e ombro. Um mal que atinge cada vez mais pessoas.

Pesquisa feita nos Estados Unidos pelo instituto Consumer Eletronics Show descobriu que 70% dos adultos norte-americanos sofrem cansaço visual causado por essas novas tecnologias. O estudo apontou que 60% dos entrevistados passaram pelo menos seis horas por dia olhando para telas, enquanto que 28% gastam até 10 horas diárias.

No Brasil, o cenário não é diferente. Segundo a empresa de pesquisa comScore, nenhum habitante da América Latina gasta mais tempo online que brasileiros, que passam em média 27 horas na internet por mês. “As pessoas estão fazendo tudo pelo computador. Trabalhando, estudando e até gastando suas horas de lazer.

O problema é que quando estamos na frente das telas não costumamos piscar da maneira correta e quando isso acontece por um longo período os olhos tendem a sofrer um ressecamento. É importante piscar a cada 10 segundos para refrescar os olhos; ficar atento para a distância da tela do dispositivo eletrônico ao olho, que deve ser em média de 20 a 26 cm; e ainda prestar atenção na luz ou brilho do aparelho. O melhor é considerar o uso de um filtro de brilho sobre sua tela”, orienta o dr. Sérgio Kniggendorf, sócio e chefe do Departamento Retina e Vítreo do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
Crianças são as mais afetadas pela tecnologia

Embora as pessoas, em sua maioria, não deem a devida importância à vermelhidão e a sensação de areia nos olhos, a visão pode ser potencialmente prejudicada pelo uso prolongado da tecnologia, principalmente quando se trata de crianças. Dados do IBOPE Nielsen Online, em 2012, destacam que internautas com idade entre 2 e 11 anos permaneceram em média 17 horas conectados ao computador.
Se comparados a outros países do mundo, nossos pequenos passam muito tempo entretidos com os eletrônicos. Na França, a média de tempo gasto pelos menores com a internet é de 10 horas e 37 minutos, por exemplo. O uso intenso do computador entre as crianças podem colocá-las em risco. “Os olhos da criança se cansam porque o computador demanda uma concentração e um foco muito maior do que em qualquer outra tarefa, o que a faz forçar o sistema de visão, exigindo habilidades motoras finas que os olhos das crianças ainda não desenvolveram.

Somente quando o sistema visual amadurece é que a criança é capaz de lidar com o estresse visual. Este esforço extra pode colocar as crianças em um risco ainda maior do que os adultos de desenvolver os sintomas da fadiga visual”, alerta o especialista.

De acordo com Sérgio Kniggendorf, como as crianças são muito adaptáveis, mesmo que tenham uma dificuldade de visão, assumem que o que veem e como veem é normal. “Por isso que é tão importante que os pais monitorem o tempo que a criança passa em frente ao computador e faça exames oftalmológicos com regularidade nas crianças.

Além disso, limite a quantidade de tempo que seu filho passa na frente do computador sem fazer uma pausa. O ideal é que as crianças façam no mínimo 20 segundos de intervalos a cada 20 minutos de uso do computador, para minimizar o desenvolvimento de problemas oculares, como dificuldade com foco e irritação dos olhos”, ensina o oftalmologista.

Fonte: http://www.opticanet.com.br/secao/saude/7932/fadiga-visual-uma-doenca-que-atinge-adultos-e-criancas/ler.aspx

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