Projeto ‘Ler Pra Crer’ promove inclusão para deficientes visuais
Projeto ‘Ler Pra Crer’ promove inclusão para deficientes visuais

Projeto ‘Ler Pra Crer’ promove inclusão para deficientes visuais

Garantir o acesso das pessoas com deficiência visual à leitura e ao vasto acervo literário das bibliotecas municipais de Mato Grosso é o objetivo central do Projeto de Lei (PL: 485/2017) de autoria do deputado estadual Jajah Neves (PSDB), proposto na sessão vespertina da última quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O parlamentar que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos Cidadania e Amparo à Criança, Adolescente e ao Idoso da ALMT, lembrou que o Projeto nasceu após uma série de visitas realizadas as bibliotecas municipais de Mato Grosso, “acredito que esse Projeto vai mudar o cenário educacional e cultural do estado. Esse programa permitirá que essas pessoas tenham acesso à grande parte dos livros do acervo das bibliotecas municipais que hoje não está acessível, pois ainda não foi traduzida”, defendeu Neves.

O Projeto de Lei prevê a disponibilização de edições impressas em braile ou gravadas em áudio-livro das obras literárias nas bibliotecas municipais do estado através do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Pessoas Com Deficiência (CONEDE) em parceria com instituições conveniadas.

Através de ações conjuntas dos poderes públicos voltadas ao estímulo da leitura entre as crianças, adolescentes e adultos, a iniciativa busca, sobretudo, suprir o déficit educacional e social acarretado a essas pessoas pelo acometimento da deficiência física.

O deputado ressaltou que “o ato de ler é fundamental para o desenvolvimento educacional, social, cultural e afetivo da sociedade. Daí, a nossa preocupação em construir os meios para que isso esteja acessível a todos, independente de suas limitações”, externou Jajah.

Sistema Braille – Braille é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês Louis Braille (Coupvray, Paris – 1809-1852). Aos três anos, Louis Braille feriu-se no olho esquerdo, o que provocou uma infecção no outro olho e causou sua cegueira total.

Quatro anos depois, Braille ingressou no Instituto de Cegos de Paris. Quando completou 13 anos, Braille inventou um sistema de pontos em relevo inspirado pela visita do capitão aposentado Charles Barbier, que trouxera um sistema de escrita para a noite permitindo aos militares a troca de ordens e informações silenciosamente. Este sistema, conhecido como Serre, é baseado em 12 pontos, ao passo que o sistema desenvolvido por Braille é mais simples, com apenas 6 pontos.

Braille melhorou seu sistema, incluindo a notação numérica e musical. Em 1829, publicou o seu método. O sistema Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo – o deficiente visual distingue por meio do tato. A partir dos seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais.

No Instituto Real de Jovens Cegos de Paris, o novo código foi adotado oficialmente em 1854, dois anos após a morte de Braille, provocada por tuberculose em 06 de janeiro de 1852, com apenas 43 anos. Em 1952, cem anos depois, seu restos mortais foram transferidos da cidade de Coupvray para o Pantheon em Paris, pelo Governo Francês. Recebeu homenagens por representantes de quarenta nações, na ocasião em que tomou seu lugar nos grandes homens da França.

Fonte: http://www.folhamax.com.br/cidades/projeto-ler-pra-crer-promove-inclusao-para-deficientes-visuais/140574

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