Desacelerando e redefinindo os objetivos
Desacelerando e redefinindo os objetivos

Desacelerando e redefinindo os objetivos

Artesã cria o logotipo do LMC em formato biscuit e fala como foi a sua reaprendizagem

Bonequinhos do logo do LMC em biscuit em dois tamanhos, O maior de 2018 e o menor de 2019.

Elina Rita Sposito dos Santos de Lima é mais um dos talentos do Lar das Moças Cegas (LMC). A aluna de 53 anos está na Instituição desde 2016, e é a criadora dos bonecos do logotipo da entidade em forma de buscuit. Elina começou a trabalhar com artesanato após um quadro de depressão devido a perda da visão de um dos olhos, em 2004, mas foi em 2016, quando entrou no LMC que se sentiu realmente capaz para executar seus dons e diz: “Não desista e não se deixe abater! Desacelere e redefina seus objetivos!”.

“Já trabalhava com artesanato, mas perdi a confiança e a vontade, pois achava impossível, na minha condição, fazer algo”, contou Elina. A artesã disse que ao conhecer o LMC passou por diversos atendimentos que a ajudou a ter a motivação que precisava. “Reaprendi a cuidar de mim e da minha família. Voltei a cozinhar, a cantar e na Oficina Pedagógica aprendi a fazer artesanatos que ainda não conhecia”, contou.

Dois dos personagens do logotipo do LMC feitos em E.V.A

Elina, com muita vontade de voltar a desenvolver suas técnicas no artesanato, decidiu fazer algo novo para presentear o Lar das Moças Cegas. “Eu queria muito reproduzir os bonecos do LMC em 3D e entregar em abril, mas devido a um problema de saúde tive que me afastar e não consegui entregar na data” explicou. Segundo ela a ideia era elaborar um presente para agradecer tudo o que a Instituição fez por ela, mas ainda não sabia como.

Daí então, ela entrou em contato com sua professora de artesanato que logo sugeriu que os bonecos fossem feitos de biscuit e a ajudou a reproduzir as peças. “Não consegui entregar na festa dos 75 anos e então o guardei. No final do ano, quando fui chamada para receber um chester de doação, percebi que ali era o momento de entregar”, disse. Elina ainda contou que ficou muito feliz quando entregou o presente: “jamais imaginei que teria tanta importância; fico feliz em fazer parte!”.

A artesã atualmente não trabalha e produz suas artes apenas como forma de ocupação. “Gostaria de fazer algo que pudesse me gerar renda e melhorar a minha atual condição”, relatou. E apesar da situação, Elina deixa o recado para as outras pessoas que, assim como ela, perderam ou estão perdendo a visão: “Não desista de realizar seus sonhos! Errar, superar, reaprender e recomeçar; é assim que devemos levar a vida. Juntos somos mais fortes!”.

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