Estudante da ETEC cria pulseira que amplia segurança a deficientes visuais
Estudante da ETEC cria pulseira que amplia segurança a deficientes visuais

Estudante da ETEC cria pulseira que amplia segurança a deficientes visuais

Um estudante da Escola Técnica Estadual (ETEC) Prof. Armando Bayeux da Silva, em Rio Claro, interior paulista, desenvolveu uma pulseira que identifica obstáculos em ruas e calçadas.

O projeto foi resultado de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do jovem Luan de Oliveira, do curso técnico de Eletroeletrônica, e ajuda a identificar obstáculos em ruas e calçadas.

Segundo o aluno, a peça é utilizada no pulso oposto ao que comanda a bengala e ajuda a alertar o usuário quanto à presença de objetos acima da linha da cintura, como placas, telefones públicos e portões automáticos em movimento.

“A ideia é que a pessoa tenha mais confiança para andar sozinha na rua. Obstáculos como postes, canteiros e degraus são facilmente percebidos com o uso da bengala”, explica o aluno. “O objetivo é evitar acidentes com aqueles objetos que estão no caminho, mas não têm contato com o chão, como uma janela aberta para a calçada, por exemplo”, acrescenta.

Sensor

O jovem também explica que a pulseira funciona com um sensor ultrassônico, com comunicação a um microcontrolador semelhante a um chip. Detectado um obstáculo à frente, a pulseira começa a vibrar mais intensamente na medida em que a pessoa se aproximar do objeto.

Depois de formado, o estudante pretende encontrar parcerias para aprimorar e comercializar a tecnologia assistiva. “Quero melhorar o design e, principalmente, estudar a possibilidade de implantar comunicação entre o dispositivo e o celular”, projeta.

“Desenvolvendo mais esse protótipo, com a inclusão de novas tecnologias, podemos ajudar muitas pessoas com limitações e deficiências visuais. A proposta tem um mercado promissor”, enfatiza o orientador do projeto, professor Eduardo Lima.

Estímulo

Professores das Etecs e Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) incentivam estudantes a pensarem em inclusão e sustentabilidade ao elaborarem seus TCCs e projetos tecnológicos, que anualmente são destaques em feiras de ciência de todo o Brasil.

Entre as criações recentes estão robô para auxiliar na educação de autistas, moda inclusiva, cadeira de rodas motorizada controlada por movimentos da testa, prótese de baixo custo com componentes mecânicos e eletroeletrônicos.

Capacitação

Ao ingressar na instituição, o aluno é entrevistado para que sejam definidas as tecnologias assistivas e a metodologia de ensino adequadas. Os professores são constantemente capacitados para atender as necessidades específicas do estudante com deficiência.

Nos últimos cinco anos, foram treinados cerca de 2 mil funcionários em temas como integração, práticas pedagógicas, metodologias de ensino para pessoa com deficiência, tecnologias assistivas, legislação e linguagem de sinais.

Próximo passo

O jovem afirma que este foi apenas um protótipo e que o acessório pode ser amplamente aperfeiçoado. “Eu pretendo trabalhar mais na pulseira, melhorias tanto no design quanto em implementação. Precisaria de parceiros, patrocínio para poder realizar a patente e buscar a produção em massa”.

Fontes: Centro Paula Souza e secretarias de Comunicação e Educação do Estado de São Paulo

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