Colaboradores do LMC recebem curso de impressora 3D com Unifesp SP
Colaboradores do LMC recebem curso de impressora 3D com Unifesp SP

Colaboradores do LMC recebem curso de impressora 3D com Unifesp SP

Aproveitando o mês de recesso dos alunos, o Lar das Moças Cegas está investindo em tecnologia e capacitação. Nesta quarta (17) e quinta-feira (18), um grupo de 20 colaboradores das áreas de Pedagogia, Saúde, Tecnologia da Informação e Comunicação exploram o universo das impressoras 3D, em curso oferecido por membros da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

As aulas são ministradas pelos graduandos Helder Luiz Bachiega e Caroline Cordeiro, graduandos em Tecnologia Assistiva no campus São Paulo. Sob a supervisão de professores da universidade, a dupla preparou um material introdutório com aulas teóricas e práticas para o grupo do LMC que, a partir de agora, estará habilitado a criar produtos e imagens na nova impressora 3D da instituição.

“A ideia é mostrar a versatilidade de projetos que essa tecnologia proporciona, principalmente para o público-alvo aqui, o deficiente visual, que sente o mundo pelo tato”, afirma Bachiega.

Para Caroline, o céu é o limite em termos de criatividade. “Hoje em dia já são feitas próteses em clínicas de amputados ou, para o setor pedagógico da instituição, o foco seja nos brinquedos… Tendo o projeto, dá pra criar”.

A diretora pedagógica Marta da Cruz Valdívia Camargo explica que o interesse é em entregar aos alunos em mãos a chance de conhecer o mundo – e talvez até mais. “Estamos falando do mapa do Brasil e outros países… Nosso sistema solar, por que não?! Já fizemos um projeto desse, mas agora terá muito mais detalhes, recursos e poderá ser feito dentro da nossa própria instituição. Podemos ilustrar a eles como é a Torre Eiffel e outros pontos turísticos pelo mundo. O que quisermos criar, agora conseguimos”.

No Centro Especializado de Deficiência Visual, o sonho já está em próteses e recursos de mobilidade. “Grande parte dos nossos alunos não apresenta só a deficiência visual”, explica a coordenadora do CEDV Natália Ferreira. “Muitos deles têm dificuldades de se locomover, ou precisam de qualquer tipo de suporte. Com essa tecnologia a nosso favor, podemos fazer ainda mais por eles”.

O grupo viveu por dois dias a experiência supervisionada. A partir de agora, o aparelho está disponível para os colaboradores que se capacitaram na oficina e novos projetos podem surgir na casa. “Já penso em adaptações especiais para bengalas… Algumas mais firmes, outras mais flexíveis… É incrível saber que está ao alcance das nossas mãos”, finaliza a professora em Empregabilidade e Informática, Paula Lopes.

Confira os momentos do curso no Facebook do LMC.

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