Já conhece o programa Visão Eficiente?
Já conhece o programa Visão Eficiente?

Já conhece o programa Visão Eficiente?

Dos cerca de 25% (45 milhões) de brasileiros que declaram-se com alguma deficiência, apenas 403 mil estão empregados: menos de 1% do total.

Comparando de forma simples, podemos usar o Estado de São Paulo e a cidade de Santos como referência. Em termos de mercado de trabalho para deficientes, seria como se toda a população de São Paulo (45,9 milhões) fosse composta por deficientes, mas só a cidade de Santos (434 mil) estivesse empregada.

Deficiência visual

Falando agora estritamente sobre a deficiência visual, você sabia que este é o maior percentual entre o total das deficiências? São mais de 9 milhões de brasileiros. Segundo o último censo do IBGE, quase 20% de PCDs são visuais. Outros 25% declaram mais de um tipo de deficiência.

Visão Eficiente

Dedicado a preparar e colocar no mercado de trabalho jovens profissionais com tanta capacidade quanto os demais, o Lar das Moças Cegas realiza, desde 2007, um programa de Empregabilidade. Atualmente, sob o nome Visão Eficiente, o projeto envolve capacitação de informática, padaria artesanal, peças de arte manufaturadas e até workshops de Aromaterapia. 

Pedagoga especializada em informática inclusiva, a professora Paula Cristina Lopes, 50 anos, está à frente do programa desde 2015, acompanhando e orientando os quase 40 jovens do grupo. 

Por meio do projeto, o Lar das Moças Cegas já colocou dezenas de profissionais no mercado de trabalho, principalmente nas posições de telefonia e informática, em universidades e empresas da área da saúde. 

Atuando na profissionalização de forma completa, desde a capacitação até o acompanhamento de seis meses após a efetivação do jovem, o Visão Eficiente trabalha a preparação ao mercado de forma intensiva no Grupo Informativo Preparatório (GIP), exclusivo para debates e trocas de experiências, trazendo assuntos como momento atual da economia, comportamento adequado em entrevistas, locomoção no transporte público e montagem de currículo. 

No momento, participam do GIP estudantes dos cursos superiores de Administração, Contabilidade, Logística e Educação Física – mudança positiva, aos olhos da professora Paula, que acredita cada vez mais no ingresso de deficientes visuais em todas as áreas do mercado de trabalho.

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