Dia Mundial da Atividade Física lembra a importância de se exercitar na quarentena
Dia Mundial da Atividade Física lembra a importância de se exercitar na quarentena

Dia Mundial da Atividade Física lembra a importância de se exercitar na quarentena

O Dia Mundial da Atividade Física é comemorado neste 6 de abril de 2020 em meio a um momento histórico no qual a humanidade discute um único assunto: saúde.

Em prevenção contra a pandemia mundial do Covid-19, cerca de 130 nações ao redor do mundo declaram status de distanciamento social e aconselham a população a ficar em casa. Medida que, até então, era considerada impeditiva para quem desejasse manter uma vida ativa e dedicada a esportes e atividade física em geral.

Mas as coisas mudaram. Agora, quando todo o espaço restante é nossa própria casa, e os equipamentos de academia deram lugar a sofás, escadas e sacadas de apartamentos, mais do que nunca tornou-se necessário contar com a criatividade – e expertise de profissionais – para praticar exercícios de maneira correta com recursos que temos a fácil acesso.

“Brasileiro já é criativo por natureza”, lembra a bailarina e professora de educação física do Lar das Moças Cegas, Adriana Barbieri. “Podemos fazer mais, com menos. Subir e descer escadas, exercícios de respiração… Andar pela casa”.

Oportunidades

As mudanças no mundo causadas pelo isolamento social da Covid-19 já podem ser notadas no céu das grandes cidades, por exemplo. Os moradores de Washignton, Xangai e até São Paulo olham pra cima e vêem tudo mais limpo, menos poluído. É a quarentena nos fazendo perceber que sempre podemos aprender algo positivo com uma situação extrema.

Em pequena escala, com cada um fazendo sua mudança pessoal, temos a oportunidade de atingir resultados inéditos. “Quem nunca teve o hábito de se exercitar e agora está ouvindo na TV que é importante cuidar da imunidade, pode se preocupar em tomar um atitude”, comenta Barbieri. “Sendo assim, algumas pessoas podem realmente começar a dar atenção pra saúde agora. E cabe a nós incentivar. Pessoas com dor nas costas, artrose, artrite, diabetes, etc. Essas atividades em casa são para todos”.

Deficientes visuais

No Lar das Moças Cegas, com as aulas suspensas para a prevenção de assistidos e funcionários, os cuidados com atividade física foram mantidos de uma maneira bem especial: através das redes sociais.

Assim como outros professores da Instituição, Barbieri manteve contato com os alunos por grupos de WhatsApp, onde semanalmente realiza instruções simples de exercícios que podem ser feitos com apoio de uma cadeira, ou na própria parede e pisos de casa. “A casa deles é um ambiente que dominam perfeitamente. Está mapeado. Sabem o espaço que têm para trabalhar. E não precisam de muito”.

Segundo a professora, a cada aula um grupo diferente de movimentos é transmitido e todos com audiodescrição. “Faço como nas aulas, pessoalmente, explicando em detalhes cada posição. ‘Ambos os braços esticados para a frente. Agora, para cima…'”.

Desde que começou com a prática, Barbieri conta que tem tido retorno bastante positivo dos assistidos. “No caso de qualquer dúvida, claro, sempre perguntam. Mas a maioria tem abraçado a ideia. Uma de nossas alunas, Adriana, que passa a maior parte do tempo numa cadeira de roda, me contou que conseguiu dar alguns passos para a frente… O que é incrível”.

Professores do LMC

Assim como Barbieri, todo o corpo docente do LMC vem acompanhando os assistidos pela internet. “Trocamos áudios, passamos atividades… Acredito que só o fato de ouvir essas vozes conhecidas já os conforta. Essa situação é temporária e vamos vencer. Tenho certeza disso”.

Positividade

“Vi uma frase outro dia e faço questão de repetir: ‘o ser humano reclamava que não tinha tempo pra nada. Já, hoje, temos tempo de sobra. Mas cabe a nós saber utilizar esse tempo’. Acho que é a grande chave da questão”, finaliza a professora.

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