A descoberta do mundo das letras
A descoberta do mundo das letras

A descoberta do mundo das letras

Dia 8 de abril comemora-se o Dia Nacional do Braille

Seis pontos, 63 códigos e um mundo a ser desvendado. Assim é o Braille, sistema, criado pelo francês Louis Braille, baseado na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas e três linhas, que permite a formação de caracteres que representam as letras do alfabeto, acentuação, pontuação, números, simbologia científica, entre outros símbolos.

O Sistema Braille de leitura e escrita tátil é um dos mais importantes instrumentos de inclusão social para as pessoas com deficiência visual.  Por isso, o Lar das Moças Cegas (LMC) realiza no Atendimento Educacional Especializado (AEE), a alfabetização em Braille a partir dos seis anos.

O AEE tem como objetivo o desenvolvimento escolar dos alunos do LMC. A aula é ministrada pela pedagoga Cintia Gonçalves e oferece reforço e acompanhamento nas atividades escolares dos alunos matriculados na rede regular de ensino.

Ao ingressar na atividade a professora trabalha a lateralidade, o esquema corporal, o reconhecimento de objetos e, através do Braillex do Braillito, materiais pedagógicos específicos para deficientes visuais, inicia o processo de alfabetização em Braille.

“Começamos com o material maior, chamado de Alfabeto Vazado, para que eles aprendam a posição dos pontos, e depois formamos as letras, seguindo a linha vertical, pois fica mais fácil para eles aprenderem”, explica a pedagoga.

Depois de aprender as letras os alunos passam para a máquina. Nesta etapa eles já começam a formar sílabas e palavras. Já a leitura é o último passo, junto com a escrita exigem, além de um tato apurado, muita atenção do aluno. De acordo coma professora, o processo não tem um tempo definido, depende do desenvolvimento individual.

Os alunos frequentam as aulas no contraturno escolar de uma a quatro vezes por semana, de acordo com sua necessidade, e cada um tem um projeto. “Faço muitos exercícios de treino ortográfico, porque considero a leitura e a escrita extremamente importantes”, explica.

O incentivo à leitura proporcionado por Cíntia surte efeito. “Tem crianças que estão comigo há nãos e é legal ver que você alfabetizou e a criança está evoluindo”, conta.

O AEE estabelece um intercâmbio de informações sobre o aluno, tanto com a família quanto com a escola em que a criança está matriculada.

O Lar das Moças Cegas espera que essa data fortaleça o debate social acerca dos direitos do deficiente visual, sua inclusão social e o acesso à educação e informação.

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