Aquário e Orquidário abrem as portas para inclusão de jovens

Aquário e Orquidário abrem as portas para inclusão de jovens

Tomar banho, comer e se arrumar para trabalhar. O que não passa de uma rotina para muitos é estimulante para os jovens Wagner Carlos da Costa, 19 anos, e Victor Stolagli Teixeira, 21. Ambos têm déficit intelectual e nesta semana iniciaram estágio não remunerado no Orquidário e no Aquário, respectivamente, para atuar por seis meses, das 14h às 18h.

A Coordenadoria de Defesa de Políticas para as Pessoas com Deficiência, da Secretaria de Defesa da Cidadania, articulou essa oportunidade junto às secretarias municipais de Turismo e a de Assistência Social. Ambos atuarão como apoio nas atividades de educação ambiental.

Motivação

Victor mora com a família e disse que ficou ansioso para começar a trabalhar e perdeu as contas de quantas vezes olhou o relógio, na parte da manhã antes de iniciar o estágio. Lidar com grupos de alunos vai ser uma tarefa constante em sua nova rotina; isso o agrada, mas o que ele mais gosta é de estar próximo dos animais.

Cássia Cumagai da Mato é a técnica do Aquário que acompanhará Victor. Ele ficará na área do parque que já é considerada inclusiva, que é o tanque onde é permitido tocar nos bichos. “Ele vai ajudar no atendimento aos estudantes e também pesquisar sobre temas que iremos expor no futuro”.

Wagner vive na Residência Inclusiva 30 de Julho, ligada à Secretaria de Assistência Social. Ele também se disse ansioso pela experiência profissional no Orquidário. “Vai ser importante para eu me preparar para trabalhar, ganhar meu dinheiro e um dia ter minha própria família”.

Segundo o coordenador do parque, José Francisco Martins Soares, Wagner ficará na área de exposição de orquídeas e no viveiro de visitação interna, onde o público fica mais próximo de alguns animais.

Dirigentes demonstram otimismo

A Coordenadoria de Defesa de Políticas para as Pessoas com Deficiência, da Secretaria de Defesa da Cidadania, articulou o acesso desse público ao mundo do trabalho. O coordenador Eduardo Ravasini, lembra ser comum empresas pedirem experiência profissional para contratar alguém, e o jovem sofre justamente por não ter essa bagagem. “Mais do que nunca o Aquário e o Orquidário estão abrindo as portas para a inclusão social”.

A coordenadora da Proteção Social Especial de Alta Complexidade, da Secretaria de Assistência Social, Flávia Domênica, é responsável pela supervisão das Residências Inclusivas. Em sua opinião, os estágios contribuirão para a desejada independência das pessoas com deficiência. “A entrada no mundo do trabalho vai proporcionar a saída do circuito dos serviços da assistência social”.

Maria Natália Danelon Kaneko é coordenadora técnica da Residência Inclusiva 30 de Julho, diretora pedagógica do Centro Espírita Beneficente 30 de Julho e trabalha com os dois adolescentes. “Para todos o primeiro emprego é um grande desafio e para eles não é diferente. O estágio vai ser importante para eles assumirem responsabilidade e aprenderem na prática o que é trabalhar”.

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