Arte da Inclusão

Arte da Inclusão

Foto dos atores da Circodança

Arte para todos é o lema da Circodança, que traz a Santo André o espetáculo Vida de Circo. Em cartaz no Sesc nos domingos 14 e 21, às 16h, a montagem une circo, dança e teatro. Conta a história de Laura e de sua trupe de clowns, que vivem sob uma lona de circo. Durante longa viagem nômade se deparam com a dualidade das sensações e emoções humanas, além da relação com o que é positivo e negativo. A peça alterna quadros poéticos e cômicos, mantendo-se distante do pieguismo e emoção fácil. Não há comiseração.

Fundada em 1984 pela bailarina Suzie Bianchi, a companhia possui no seu elenco artistas com e sem deficiências – físicas ou mentais – que se superam a cada dia, mostrando que é possível romper qualquer preconceito no palco e fora dele. “É um sonho realizado. Há 20 anos pensei nessa possibilidade e, hoje, é realidade. O desejo de criar o grupo surgiu por causa de familiares com deficiência. Percebi que não tinham vida social”, conta.

E atividades é o que não faltam para as estrelas do grupo. “Com a dança me sinto mais leve. Desde que entrei na companhia, ganhei amigos e melhorei a postura”, conta Paloma Fonseca, 26 anos, portadora de síndrome de Down. Mas nem tudo foi fácil para a atriz, que chegou a enfrentar preconceito em uma apresentação de salsa. “Algumas pessoas perguntaram para o meu parceiro se eu mesma dançaria com ele, não acreditando muito. Mas quando me viram dançar, se emocionaram”, lembra.

O incentivo da família é fundamental para o desenvolvimento do artistas. Quase todos têm irmãos e são tratados de forma igualitária pelos pais, frequentam escolas regulares e praticam esportes. “Tem de incentivar, porque não há limites para um sonho”, diz Maria Aparecida Silva Barbosa, mãe do Rafael Barbosa, deficiente físico e um dos integrantes da cia. “Trabalhar com eles não tem preço. A disposição e dedicação são admiráveis. É melhor ministrar aulas para crianças com alguma deficiência, porque são muito mais e verdadeiramente comprometidos com tudo”, conclui o professor de dança e circo, Alberto Garcia.

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