Atual campeão Mundial, Goalball masculino almeja o bicampeonato do Parapan

Atual campeão Mundial, Goalball masculino almeja o bicampeonato do Parapan

Alexsander Gaúcho é um dos pilares do Brasil (Guilherme Taboada/CPB/MPIX)Ao quebrar tabus e derrotar gigantes, o Brasil tornou-se uma potência do Goalball masculino. O inédito título do Campeonato Mundial no ano passado provou que a conquista da medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 não foi obra do acaso. Para seguir na trilha em busca de novas glórias, a Seleção Brasileira ficará concentrada, em Jundiaí/SP, de 08 a 15 de abril, para dar início à preparação para a temporada 2015.
Coincidentemente o principal desafio da seleção no ano será a disputa da competição que deu início à série de bons resultados do time canarinho. Em 2011, pressionado pela necessidade de conquistar o ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara para conseguir a vaga nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012, a equipe não decepcionou e, sob a batuta de Romário Marques, ficou com o título de forma indiscutível.
Desde a conquista no México, o salto de qualidade da equipe e o casamento entre atletas e comissão técnica tornou-se o ponto forte para que o Brasil alcançasse os resultados que o levaram ao primeiro lugar no Ranking Internacional das Seleções.
– Hoje somos uma potência mundial, o goalball masculino possui atletas de alto nível, com ótimas ações táticas, com um trabalho de muita excelência e por este motivo está entre os melhores do mundo – se orgulha o técnico Alessandro Tosim.
Todo o planejamento que levou o Brasil aonde chegou não se resume apenas no período em que os atletas estão concentrados para as etapas de treinamento com a seleção. O comprometimento que cada um tem com a programação passada pela comissão técnica para cumprir no dia a dia do clube, resulta na preservação física para que, sempre quando solicitado, chegue em plenas condições de servir a seleção.
– Os atletas da seleção masculina entenderam a importância do treinamento esportivo, principalmente da continuidade, em que os mesmos estão treinando semanalmente nos seus clubes, e isto influencia diretamente no desempenho nas fases de treinamento, pois o volume e a intensidade nas fases são muito altos, e se eles não estiverem preparados sabem que não aguentam treinar aqui – explica Tosim.
Sobre a disputa dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, que acontece de 07 a 15 de agosto, o comandante brasileiro não fica em cima do muro e reconhece que o Brasil é o alvo de todas as outras seleções. Segundo o técnico, os principais adversários dos brasileiros serão Canadá e Estados Unidos. Os americanos, inclusive, foram derrotados na final da última edição da competição pelo Brasil, por 5 a 3.
– Este ano, nós somos a equipe a ser batida, por este motivo vamos enfrentar equipes que sempre querem ser as melhores do continente americano, como é o caso de EUA e Canadá. Sabemos que estão se preparando para nos confrontar e a nossa missão é preparar um Brasil muito forte que brigará pelo bicampeonato dos Jogos Parapan-Amenricanos – analisou o técnico brasileiro.
Como o Goalball é praticado
Ao contrário de outros esportes paralímpicos, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência – neste caso, a visual. A modalidade é praticada por homens e mulheres, em suas respectivas categorias, e os atletas são obrigados a jogar com os olhos vendados para assegurar a igualdade das condições visuais.
As partidas são disputadas numa quadra com as mesmas dimensões de uma de vôlei (9m x 18m), com dois tempos de 12 minutos. As balizas medem 9m x 1,3, e a bola tem 76 cm de diâmetro, pesa 1,250 kg e possui guizos internos que permitem ao atleta ter a orientação de sua localização no momento do jogo. Por isso o silêncio durante as partidas é fundamental para o bom rendimento dos atletas.
Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. O objetivo do jogo é o gol, e o time que fizer mais ao final dos 24 minutos totais de partida vence a partida.
Confira a convocação para a I Fase de Treinamento.
Alex de Melo Sousa – SESI/SP
Alexsander Almeida Maciel Celente – ACDEV/PR
Jose Roberto Ferreira de Oliveira – APACE/PB
Josemarcio da Silva Sousa – SESI/SP
Leandro Moreno da Silva – UNIACE/DF
Leomon Moreno da Silva – UNIACE/DF
Luciano Batista de Souza – SESI/SP
Marcio Augusto Mariano de Carvalho – ADEVIBEL-MG
Romário Diego Marques – APACE/PB
Comissão Técnica
Alessandro Tosim – Técnico
Altemir Trapp – Scout
Diego Gonçalves Colettes – Auxiliar Técnico
Paulo Sérgio de Miranda – Coordenador
Rafael Loschi da Silva – Fisioterapeuta
Thatiana Carolina Schulze Goni – Médica

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *