CEDV
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Centro Especializado em Deficiência Visual

CEDV

O que é?

A Área de Baixa Visão foi criada em 1999, com a proposta de oferecer reabilitação especificamente para a população de baixa visão, sendo crianças, adultos ou idosos, com uma equipe multidisciplinar formada por Oftalmologista, Ortoptista, Psicólogo e Pedagogos Especializados.

Paralelamente à Área de Baixa Visão, o Lar das Moças Cegas dentro da Área Pedagógica, já oferecia os atendimentos de terapias: Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicologia e Fisioterapia.

Em 2018, o Lar das Moças Cegas foi contemplado com a verba Parlamentar do Deputado Estadual Cássio Navarro, destinada a modernizar o consultório oftalmológico, com isso somado a demanda e as especificidades de atendimentos dentro da área da saúde, a instituição considerou oportuno criar uma Área de Saúde, unificando o Setor de Baixa Visão e as Terapias, iniciando assim em Agosto/18, a reforma da área física que estaria sendo destinada para o Centro Especializado em Deficiência Visual – CEDV, visando melhora da dinâmica entre os profissionais, otimização de atendimentos e triagens, formação completa de equipe interdisciplinar e aperfeiçoamento do perfil de atendimento.

 

Tipos de atendimento

Após a triagem inicial, o caso é discutido com a equipe para caracterizar a abordagem do atendimento individualizado.

Periódicos: Indicado para pessoas com Baixa Visão que necessitem de treinamentos específicos de recursos ópticos, pedagógicos ou para locomoção, além do suporte psicológico. A Periodicidade sempre fica a critério do profissional envolvido no projeto.

Regulares: Tem características mais intensas e a longo prazo realizando atendimento semanais com grande parte da equipe.

Triagem

Para o candidato se tornar um possível aluno é realizada uma triagem com a equipe interdisciplinar.

O agendamento do atendimento somente se dará com apresentação de laudo oftalmológico ou encaminhamento atestando a deficiência visual, ocasião em que será agendada consulta oftalmológica e se necessário avaliação com ortoptísta.

Quando adulto será realizada uma avaliação com Psicóloga e Fisioterapeuta e caso seja criança será realizada avaliação também com a equipe de terapeutas da intervenção precoce.

Ao final do processo de avaliações será efetuado um relatório de encaminhamento para os serviços necessários internos e externos, configurando o projeto de intervenção.

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Serviço de Intervenção Precoce

A Privação do sentido da visão implica diretamente no desenvolvimento global da criança tanto no aspecto terapêutico (comprometimento de fala, linguagem, sensorial motor e alterações de comportamento) como pedagógico. Para que pudesse suprir toda a necessidade de estimulação a esses aspectos, foi criado no Lar das Moças Cegas o serviço de intervenção precoce, visando o atendimento de crianças de 0 a 5 anos e 11 meses.

O serviço conta com uma equipe interdisciplinar formada por fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, pedagogo e psicólogo, além do suporte com ortoptista e oftalmologista.

Atendimentos

Oftalmologia

O oftalmologista realiza atendimentos para triagem inicial, acompanhamento dos alunos quando necessário e orientações a familiares e equipe.

Psicologia Infantil

O atendimento da psicologia Infantil tem como objetivo atender o publico de 0 a 14 anos, estimulando o desenvolvimento cognitivo e comportamental, além de oferecer orientações específicas aos familiares.

Serviço Social

atendimento serviço social

Oferece orientações sobre os atendimentos desenvolvidos no Lar das Moças Cegas, acompanhamentos de casos dentro do âmbito social.

Fonoaudiogia

Atende o publico de 0 a terceira idade, estimulando o desenvolvimento da fala e linguagem, distúrbios e as diferenças em relação a audição, escrita, voz e as funções orofaciais e deglutição .Além de oferecer suporte a equipe e aos familiares.

Ortoptista / Tec. Oftálmica

Helena atendendo

Faz avaliação das funções visuais (acuidade visual, cores, contraste e campo visual) e treinamento para adaptação de recursos ópticos e/ou não ópticos, visando melhorar a utilização do resíduo visual de crianças em idade escolar, adultos e idosos.

Terapia Ocupacional

Promove estimulação do desenvolvimento visual, para crianças com baixa visão e para crianças com cegueira realiza estimulação dos sentidos remanescentes, promove também estimulação ao AVAS (Atividade de Vida Autonoma e Social) além de adequação das alterações sensoriais.

Orientação e Mobilidade

Gilmar e Valeria

Participa desde a triagem inicial identificando alterações motoras e sensoriais tanto para a pessoa com baixa visão como para o cego. Oferece treinamento interno e externo para o uso efetivo da bengala quando necessário. Habilitando a pessoa com deficiência visual a se locomover com segurança e autonomia.

Psicologia Adulto

O psicólogo com viés de atendimento ao adulto tem por objetivo trabalhar as questões emocionais e comportamentais relacionadas à deficiência visual.

Fisioterapia

Atende o publico de 0 a terceira idade, participando da triagem inicial e também nos atendimentos estimulando o desenvolvimento motor e as habilidades para início do uso da bengala.

Pedagogia

Atua com avaliação do aspecto pedagógico da criança com baixa visão, orientando recursos e adaptações pedagógicas para o ambiente escolar. Nas escolas realiza orientações especificas quando necessárias para melhora do aproveitamento da criança com deficiência visual.

Tecnologia Assistiva

OrCam My Eye

No início de 2018, foi adquirido o Recurso de Tecnologia Assistiva OrCam My Eye, que tem como objetivo oferecer treinamento especifico para pessoa com deficiência visual, promovendo autonomia em tarefas do dia a dia como leitura de textos, reconhecimento de objetos e até mesmo rostos.

O equipamento funciona com uma câmera acoplada que tem a capacidade de fotografar, scanear e transformar qualquer superfície em áudio, lendo de 100 a 250 palavras por minuto. Tem capacidade de identificar até 150 objetos previamente cadastrados e até 100 rostos.

O treinamento é realizado pela ortoptista da equipe, após ser feita uma avaliação do caso. Além dos treinamentos o paciente também recebe todas as orientações caso queira ter um dispositivo para uso pessoal.

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