Brasil conquista bronze no goalball masculino após reação incrível contra Suécia
Brasil conquista bronze no goalball masculino após reação incrível contra Suécia

Brasil conquista bronze no goalball masculino após reação incrível contra Suécia

Quando saiu de quadra após a derrota para os EUA nas semifinais, Leomon Moreno, ainda abalado pela derrota e pelos muitos erros, disse que algo estava reservado para o Brasil nas Paralimpíadas. Certamente, ele esperava o bronze. O que ele não imaginava era que a partida contra a Suécia fosse tão acirrada. Após estar perdendo por 4 a 0, o Brasil virou o jogo e ganhou por 6 a 5.

O Brasil entrou em quadra com uma formação diferente. Leomon e Alex deram lugar para Josemárcio e Alex Celente. Ao final do jogo, o técnico Alessandro Tosim apontou que a escolha por deixar o artilheiro do time no banco se deu pelo fator psicológico. “Após o jogo, não conversamos porque precisávamos fazer os meninos esfriarem a cabela. Hoje cedo fizemos uma reunião para pensar na semifinal. Vimos que o Leomon estava um pouco abatido por causa dos seis pênaltis. Então optei por começar pelos atletas mais experientes para o jogo de hoje. Apesar de sairmos perdendo, quando ele entrou, ele resolveu”, afirmou.

Na primeira fase, o Brasil havia vencido a Suécia por 9 a 6, mas não conseguiu repetir o bom resultado na primeira etapa. O jogo mostrou bastante equilíbrio no começo, mas aos 5 minutos a Suécia conseguiu abrir o marcador. Seremeti arremessou no meio e a bola passou entre Romário e Josemárcio. Aos 10 minutos, a Suécia aumentou o marcador. Após pênalti cometido por Alex Celente, Bjoerkstrand fez o segundo. Aos 12 minutos, Alex entrou no lugar de Celente. No lance seguinte, Bjoerkstrand fez mais um, juntamente em cima do jogador.

No segundo tempo, Leomon (que já tinha o seu nome gritado pela torcida) entrou no lugar de Alex. Ao final da partida, Leomon reconheceu que ter ficado no banco ajudou. “O técnico sabe o que faz. Isso talvez até deixou os jogadores do outro time confiantes demais ou com pé atrás. Quando eu entrei consegui encaixar o jogo”, disse.

Com o artilheiro, o Brasil entrou mais agressivo em jogo. A defesa da Suécia salvou alguns arremessos muito próximo do gol. A torcida se agitava nas arquibancadas na medida do possível (já que o silêncio é fundamental no jogo). Porém, a defesa se descuidou e tomou o quarto gol aos cinco minutos, com Seremeti. A derrota parecia certa, mas foi aí que as coisas começaram a mudar.

No lance seguinte, o ginásio explodiu de alegria. Josemárcio arremessou pelo meio e marcou o primeiro do Brasil. No lance seguinte, Leomon também marcou. Mais uma vez, torcedores comemoraram muito e começaram a gritar “eu acredito”. No minuto seguinte, o estádio comemorou mais uma vez. Josemárcio, de novo, acertou o braço e diminuiu a vantagem da Suécia.

“Temos que destacar a importância da nossa. Eles fizeram a Suécia ficar pequena dentro do ginásio”, disse Tosim. “A torcida gritou “eu acredito”. E a gente também acredita na gente. Eu tava no banco, eu fiquei muito emocionado. É minha terceira Paralimpíada, nunca senti isso antes”, completou Alex Celente.

A hora da virada

Com 4 a 3, foi difícil fazer a torcida ficar quieta. Em todos os lances, os microfones pediam silêncio. Aos 10 minutos, a pressão da torcida parece que ajudou, Weichel cometeu um pênalti para a Suécia. Na cobrança, Leomon marcou e deixou tudo igual.

O Brasil estava melhor e ameaça a Suécia, mas faltando 35 segundos para o final sofreu um castigo. Bjoerkstrand marcou o quinto dos suecos. Só que no lance seguinte, Leomon empatou o jogo novamente. Partida acabou, no tempo normal, 5 a 5 e foi para a prorrogação.

No tempo extra, a tensão aumentou. Quem fizesse o gol ganhava. Por três vezes, o Brasil esteve perto do gol. A Suécia também ameaçava. Mas os primeiros três minutos acabaram sem gols. Logo no começo do segundo tempo, Leomon acertou a mão e deu a medalha de bronze para o Brasil. No final, Brasil 6 x 5 Suécia.

A conquista da medalha e, principalmente, a visibilidade que o esporte teve durante os Jogos Paralímpicos dão esperança para o crescimento do esporte no Brasil: “Foi muito legal participar das Paralimpíadas em casa. O público, normalmente, são familiares dos jogadores. Uma competição ajuda a construção de uma cultura em torno do goalball. E essa medalha ajudou”, disse Tosim.

Leomon tem esperanças para o esporte e para 2020: “O legado que vai ficar é de mais pessoas conhecendo o esporte. A gente espera que a Paralimpíada faça a modalidade crescer cada vez mais. Isso vai incentivar atletas em alyo nível a chegar na seleção. Quando às medalhas, já temos uma prata e um bronze. Em 2020, eu vou para cima em busca do ouro”.

Fonte: http://www.ebc.com.br/esportes/rio-2016/2016/09/brasil-conquista-bronze-no-goalball-masculino-apos-reacao-incrivel-contra

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