Brasil entre as principais potências das paralimpíadas
Brasil entre as principais potências das paralimpíadas

Brasil entre as principais potências das paralimpíadas

 

 No Parapanamericano de Toronto no ano passado, o Brasil conquistou o maior número de medalhas na história do evento. Foram 257 medalhas, 109 ouros, 74 pratas e 74 bronzes. O vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) Mizael Conrado destaca o trabalho realizado por entidades, visando as Paralimpíadas.

 

“Isso graças a um trabalho que vem sendo desenvolvido tanto pelo Comitê Paralímpico Brasileiro quanto pelas federações, pelos clubes. A gente tem de fato um subsistema do esporte paralímpico que tem funcionado bastante. Isso não e por acaso, isso é graças um trabalho importante de muita gente e de muitas organizações,” destacou.

A modalidade que proporcionou maior número de medalhas ao Brasil no Parapan foi a natação com 104 no total. O nadador brasileiro Daniel Dias conquistou oito medalhas, aumentando para 27 seu recorde de maior medalhista dos jogos Parapanamericanos.

O atletismo também alavancou o ranking de medalhas do Brasil. Foram 80 no total, 34 de ouro. O único esporte que não levou medalha foi o rugby, que perdeu o bronze para a Colômbia por 50 a 48.

Lei de incentivo

Em junho de 2015 foi sancionada a Lei Brasileira de Inclusão, aumentando os recursos dos esportes paralímpicos vindos da loteria esportiva. A percentagem passou de 0,3% para 1%. Em números, houve aumento de R$ 38 milhões para R$ 135 milhões.

O executivo enaltece a Lei Brasileira de Inclusão. “Ela é uma lei de vanguarda, ela é uma lei inovadora, Sobretudo, de coragem, que regulamenta muitos dispositivos da convenção da ONU para pessoas com deficiência. A Lei é de fundamental importância, porque nos permite continuar desenvolvendo o esporte paralímpico,” finalizou.

Apesar da importância da Lei de Inclusão, seis artigos relacionados à inserção de pessoas com deficiência na sociedade foram vetados ela presidente Dilma. Entre os vetos estão os artigos 29 e 103, que estabeleciam 10% de vagas nos ensinos médio-técnico, superior e pós graduação para pessoas portadoras de deficiência e um percentual mínimo de contratação de pessoas deficientes para empresas com mais de 50 funcionários, respectivamente.

Marli Nabeiro é presidente da Associação Brasileira de Atividade Motora Adaptada. Para ela, as Olímpíadas no Rio de Janeiro serão importantes para informar a sociedade. “Acredito que principalmente a questão da informação será muito importante. A expectativa é pelo aumento da visibilidade do esporte paralímpico; que apareça mais na TV, que as pessoas aprendam. Eu acho que dará mais visibilidade para a competência dos nossos atletas,” declarou.

Trabalho bem feito

Carla Maia é jornalista e paradesportista. Já disputou três paraolimíadas. Ela cobriu a competição para a TV Brasil e exalta o trabalho do CPB. “Existe um planejamento muito bem feito e o Comitê Paraolímpico é um excelente gestor e fiscalizador das execuções, acompanhando de perto e avaliando o que está dando certo e o que não está dando certo,” afirmou.

Carla também enaltece o investimento nas modalidades paralímpicos. “O apoio ao esporte paralímíco aumentou muito. Hoje o Comitê [Paralímpico] tem o maior contrato de patrocínio dos países da América. O Brasil hoje está muito bem apoiado por patrocinadores e está tendo resultados. Os patrocinadores estão vendo que seu dinheiro está sendo muito bem aplicado, pois os resultados estão aí,” finalizou.

Fonte: http://torcedores.com/noticias/2016/07/brasil-entre-as-principais-potencias-das-paralimpiadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.