Brasil se recupera após queda, fica em 2º, mas é desclassificado no 4x100m

Brasil se recupera após queda, fica em 2º, mas é desclassificado no 4x100m

O Brasil entrou na pista do Estádio Suheim Bin Hamad, no Qatar Sports Club, como favorito no revezamento 4x100m feminino do Mundial Paralímpico de Atletismo, neste domingo, em Doha, no Catar. Jhulia Karol abriu bem a disputa, porém, na sequência, Jerusa Geber sofreu uma queda que prejudicou o desempenho da equipe. A recuperação veio com Alice Corrêa, que passou o bastão para a estrela do país, Terezinha Guilhermina, fechar com chave de ouro. A maior medalhista brasileira em Mundiais, com 17 pódios, se esforçou para dar uma arrancada no fim, mas cruzou a linha de chegada em segundo lugar, com tempo de 49s29, atrás da China (48s58). A Rússia (50s88) ficou em terceiro lugar, e a Espanha (53s64) em quarto. Poucos minutos depois, veio a má notícia, mais uma desclassificação para time o verde e amarelo.

Terezinha Guilhermina, Alice Correa e Jhulia Santos, mundial paralímpico de atletismo (Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB)Terezinha Guilhermina, Alice Correa e Jhulia Santos, o revezamento do Brasil (Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB)

– Infelizmente, acidentes acontecem, em qualquer lugar. Cometemos um erro, poderíamos ter conquistado o ouro, mas, agora é treinar bastante para 2016 a gente ganhar na nossa casa, que vai ser bem mais gostoso – lamentou Alice Corrêa, que explicou como foi a queda de Jerusa:

– Na hora da Jerusa passar o bastão para a gente, ela tropeçou e caiu em cima do Diogo (Cardoso, seu guia). Acredito que teríamos conseguido ganhar se t essa queda, mas, são coisas que acontecem e acho que serviu para a gente ganhar em 2016 – completou a carioca.

Terezinha Guilhermina, no mundial paralímpico de atletismo (Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB)
Terezinha Guilhermina acelera durante a prova (Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB)

Esta foi a segunda vez que o país perdeu um ouro por uma falha cometida por um guia em Doha. Nos 400m T11 (cego total), Felipe Gomes conquistou o título mundial em uma prova perfeita, contudo, o seu parceiro, Jorge Pereira Borges, pisou na linha da raia que separa os competidores, e o atleta ficou sem a medalha.

Terezinha Guilhermina encerrou a sua participação em Doha sem nenhum ouro, fato que não ocorria há 10 anos, desde Assen, na Noza Zelândia, em 2006, quando ficou com a prata nos 200m T11 (cego total). A recordista de pódios do Brasil voltou a correr ao lado de Guilherme Santana, ainda em recuperação de uma lesão na coxa esquerda.

– Eu corri o máximo que consegui e saio daqui com a segurança de que quebrar este recorde no 4x100m é apenas uma questão de tempo. Todos nós demos o nosso melhor. Eu não fechei nada aqui, deixei a porta aberta para buscar o ouro no ano que vem. Deixei porta entreaberta para buscar as minhas medalhas no Rio de Janeiro – revelou Terezinha, que ainda ficou com a prata nas provas de 200m e 400m, mas não se classificou para a final dos 100m, a sua especialidade.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/paralimpiadas/noticia/2015/10/brasileira-cai-equipe-se-recupera-e-e-prata-no-4×100-mas-e-desclassificada.html

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