Chapadense deficiente visual que toca 8 instrumentos se apresenta no Encontro com Fátima Bernardes
Chapadense deficiente visual que toca 8 instrumentos se apresenta no Encontro com Fátima Bernardes

Chapadense deficiente visual que toca 8 instrumentos se apresenta no Encontro com Fátima Bernardes

O chapadense Luiz Guilherme Pinheiro, de 13 anos, não deixou que sua deficiência visual, que foi descoberta quando ainda era bebê, o impedisse de crescer. Nesta sexta-feira (1), ele mostrou seu talento para tocar sanfona no programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’, da Rede Globo. No total, ele toca oito instrumentos.

Luiz toca gaita, teclado, acordeom, flauta, lira, triângulo, escaleta (instrumento semelhante ao acordeom e à harmônica de boca) e “um pouco de violão”. Na televisão, tocou “Ana Branca” na sanfona acompanhado de outro artista que recitou “Poesia com Rapadura”, fazendo um pedido: “Valorize o que é nosso, dê valor ao brasileiro”.

A iniciativa de mostrar a superação do mato-grossense na televisão veio da professora Jansiléia, que o acompanha na sala de recurso da Escola Estadual Ana Tereza Albernaz, em sua cidade natal. Foi ela quem gravou um vídeo de apresentação que ele fez às mães em maio e enviou para a produção do programa.

Foi Jansiléia, também, que acompanhou o artista para o Rio de Janeiro, junto à mãe Elaine Medeiros. “Descobri que qualquer coisa que eu queira fazer eu posso. Levo uma vida normal, com muitas brincadeiras e estudos, é claro”, diz o jovem, que quer fazer faculdade de música.

Além dos instrumentos, Luiz também compõe partituras, e chegou a compor uma para a sanfona média: “Quero estudar, me aprofundar em música. Música é emoção, tem significado de alegria”, frisou.

De acordo com a Assessoria da Secretaria de Educação, Luiz começou seus estudos de música por meio do Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), local que já frequenta há doze anos, onde todas as quartas-feiras participa de aulas de locomoção e mobilidade, braile, soroban, informática e instrumento.

Luiz é dedicado, e tanto no Casies como na EE Ana Tereza Albernaz, onde cursa o 6º ano do EnsinoFundamental e frequenta a sala de recurso, participa de tudo o que lhe é oferecido e faz questão de não ser tratado com diferença em relação aos demais estudantes:

“No começo a gente tinha receio, um pouco de medo até. Nos sentíamos despreparados para lidar com ele. Tínhamos outras experiências, mas com alunos cegos não. E nos surpreendemos porque ele mesmo foi nos dando alternativas que poderiam ser utilizadas e mostrando que não era difícil lidar com ele”, relembra a professora Jansiléia.

A vontade de fazer a diferença é o que move e dá forças ao garoto: “Dizem por aí que ninguém é perfeito. Deficientes não são perfeitos, mas tem pessoas que mexem todo o corpo, tem pernas, mãos, veem, falam e não querem saber de trabalhar, de estudar. Falo que se um dia ficarem deficientes, aí sim vão pensar que, quando perfeitos, poderiam fazer tantas coisas”, ensina.

Fonte: http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?noticia=chapadense-deficiente-visual-que-toca-8-instrumentos-se-apresenta-no-encontro-com-fatima-bernardes&id=11174

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