Como agir corretamente com um deficiente visual – Parte 1
Como agir corretamente com um deficiente visual – Parte 1

Como agir corretamente com um deficiente visual – Parte 1

 O Instituto Benjamin Constant, a mais antiga instituição de educação para cegos do País, elaborou uma espécie de cartilha com código de etiqueta que orienta a relação com as pessoas portadoras de deficiência visual. Saúde Visual publica, em partes, devido à extensão do artigo, algumas das principais dicas a serem seguidas.

1.            Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque não podem ver. Saiba que elas estão sempre interessadas no que você gosta de ver, de ler, de ouvir e falar.

2.            Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você conheça, estendendo-os a outros cegos. Não se esqueça de que a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas e de que os preconceitos se originam na generalização de qualidades, positivas ou negativas, consideradas particularmente.

3.            Procure não limitar a pessoa cega mais do que a própria cegueira o faz, impedindo-a de realizar o que sabe, pode e deve fazer sozinha.

4.            Não se dirija a uma pessoa cega chamando-a de “cego” ou “ceguinho”; é falta de educação, podendo mesmo constituir ofensa chamar alguém pela palavra designativa de sua deficiência sensorial, física, moral ou intelectual.

5.            Não fale com a pessoa cega como se fosse surda; o fato de não ver não significa que não ouça bem.

6.            Não se refira à cegueira como desgraça. Ela pode ser assim encarada logo após a perda da visão, mas, a orientação adequada consegue reduzi-la a deficiência superável, como acontece em muitos casos.

7.            Não diga que tem pena de pessoa cega, nem lhe mostre exagerada solidariedade. O que ela quer é ser tratada com igualdade.

8.            Não exclame “maravilhoso”, “extraordinário”, ao ver uma pessoa cega consultando o relógio, discar o telefone ou assinar o nome.

9.            Não fale de “sexto sentido” nem de “compensação da natureza” – isso perpetua conceitos errôneos. O que há na pessoa cega é simples desenvolvimento de recursos mentais latentes em todas as criaturas.

10.          Não modifique a linguagem para evitar a palavra ver e substituí-la por ouvir. Conversando sobre a cegueira com quem não vê, use a palavra cego sem rodeios.

11.          Não deixe de oferecer auxílio à pessoa cega que esteja querendo atravessar a rua ou tomar condução. Ainda que seu oferecimento seja recusado ou mesmo mal recebido por algumas delas, esteja certo de que a maioria lhe agradecerá o gesto.

Fonte: http://www.hospitaldeolhos.com.br/noticia/1885

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