Deficiente visual de Mogi das Cruzes ganha cão-guia e comemora parceria

Deficiente visual de Mogi das Cruzes ganha cão-guia e comemora parceria

Deficiente Visual com cão guiaUm deficiente visual de Mogi das Cruzes ganhou um cão-guia após se inscrever em um projeto e agora pode circular pelas ruas sem esbarrar em nada e com segurança. Desde que Emma chegou à vida do atleta Ricardo de Oliveira Pedroso há duas semanas. Pode parecer pouco tempo, mas foi o suficiente para mudar a vida dele. “Desde que eu a conheci, que foi em 11 de março, a gente tem ficado juntos o tempo todo e ela tem mostrado bastante habilidade em relação àquilo que a gente espera dela”, comenta Ricardo.

O atleta perdeu totalmente a visão há 15 anos depois de um acidente de carro. Ele mora sozinho e foi inscrito em um projeto do Sesi que treinou cães-guia para auxiliar deficientes visuais.

No último dia 16 ele foi contemplado com Emma. Em casa, Ricardo conhece bem o espaço e não precisa da amiga para ir de um cômodo para outro, mas não tem jeito, ela sempre está por perto. “Aonde eu vou ela me segue, se eu vou para a sala, ela está deitada do meu lado, no computador, no quarto, ela sempre está perto de mim. É uma verdadeira companheira mesmo, praticamente um sombra!”, explica.

Dócil, Emma se tornou parte da família. Quando os parentes chegam ela também faz festa. “Quando eu estou sozinha com ela, ela fica deitadinha, onde eu vou ela vai acompanhando. Eu achei muito bom. Virou da família”, conta a mãe de Ricardo, Maria Aparecida Oliveira.

Na rua, assim que a dupla começa a caminhar, é fácil perceber o entrosamento. Emma avisa dos degraus e obedece atentamente aos comandos do dono. A cadela se projeta na frente de obstáculos e por onde os dois passam, chamam a atenção das pessoas, que conversam e tiram fotos. “Eu fique curiosa, achei uma graça o cachorrinho ser muito obediente andando no compasso do dono”, diz a auxiliar de compras Erika Cunha.

O dono avisa que é muito perigoso para o deficiente quando pessoas se empolgam e querem brincar com o animal. “Quando as pessoas mexem com o cão, tiram a concentração dele. Faz com que desvie o caminho, e isso faz com que a gente corra o risco de enroscar em algum obstáculo aéreo, cair em algum buraco ou sofrer algum acidente. Por isso que quando ele está trabalhando é bom não mexer com ele para evitar este tipo de transtorno”, orienta Ricado.

Com  o cão guia, o trajeto de Ricardo até o terminal de ônibus, no Centro, teve o tempo reduzido pela metade.

O projeto do Sesi que beneficia os deficientes visuais com o cão guia atende apenas funcionários e beneficiários da indústria paulista.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2014/05/deficiente-visual-de-mogi-das-cruzes-ganha-cao-guia-e-comemora-parceria.html

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