Em Maringá, presos da CPIM vão produzir livros didáticos para deficientes visuais
Em Maringá, presos da CPIM vão produzir livros didáticos para deficientes visuais

Em Maringá, presos da CPIM vão produzir livros didáticos para deficientes visuais

O projeto Visão de Liberdade, em que presos produzem materiais didáticos para deficientes visuais, será ampliado com sua implantação na Colônia Penal e Industrial de Maringá (CPIM). Ele já funciona na Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) e sua expansão se dará por meio de uma verba de R$ 42 mil obtida pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) junto à Associação Brasileira para o Exercício da Plena Cidadania.

De acordo com o diretor da CPIM, Rafael Alberto Kawanishi, a estrutura da colônia foi adequada com a aquisição de divisórias, mesas, cadeiras, armários, computadores e outros materiais necessários.  No projeto, os detentos trabalham na produção de livros paradidáticos em braile (ensino médio, literatura, profissionalizantes), materiais pedagógicos em alto relevo (mapas, gráficos, jogos, entre outros) e audiolivros (desde literatura infantil até livros preparatórios para concursos).

Com a nova estrutura, 30 presos da CPIM poderão participar. “É uma excelente oportunidade de humanização e de resgate da dignidade, do valor próprio e da autoestima dos detentos. Inclusive, queremos apresentar os presos aos deficientes visuais beneficiados com esse trabalho, porque essa interação contribui para a reeducação social”, afirma Kawanishi.

Histórico

O projeto Visão de Liberdade existe desde 2004 e funciona com 25 presos. Os materiais confeccionados pelos presos são distribuídos gratuitamente em 80 escolas públicas, tanto da rede municipal quanto estadual, de Maringá, Campo Mourão, Nova Esperança, Umuarama, Paranavaí, Loanda e Pitanga.

“Cada sala de recursos tem, no máximo, dez alunos. Então, estimamos que alcançamos 800 pessoas com deficiência visual”, contabiliza Angela Mari Labatut, professora do Centro de Apoio Pedagógico (CAP) de atendimento aos deficientes visuais, que auxilia o projeto Visão de Liberdade. Como contrapartida, os presos têm a pena diminuída em um dia a cada três de trabalho, além de um incentivo em dinheiro mensal pago pelo governo do Estado.

Fonte: http://massanews.com/noticias/plantao/em-maringa-presos-da-cpim-vao-produzir-livros-didaticos-para-deficientes-visuais-X3q4M.html

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