Equoterapia – uma cavalgada de longa data

Equoterapia – uma cavalgada de longa data

O uso do cavalo com fins terapêuticos (equoterapia) vem de longa data. Hipócrates (478-370 a.C.), no seu livro das Dietas, prescrevia equitação para regenerar a saúde e preservar o corpo humano de muitas doenças e afirmava que a equitação praticada ao ar livre faz com que os músculos melhorem o seu tônus. Em 124 a.C. Asclepíades, de Prússia, aconselhava a equoterapia como tratamento para a epilepsia e em diferentes casos de paralisia. Merkurialis (1569), em sua obra “De arte gymnastica”, menciona que a equitação não só exercia o corpo, mas também os sentidos.

Após a Primeira Guerra Mundial, o cavalo entra definitivamente para a terapia médica e os primeiros a realizarem este emprego foram os países escandinavos, seguidos pela Alemanha, França e Inglaterra. No Brasil, este recurso terapêutico começou a ser valorizado em 1989, na Granja do Torto, em Brasília, com a Ande-Brasil (Associação Nacional de Equoterapia), com o apoio dos profissionais de Saúde do Hospital do Aparelho Locomotor – SARAH.

Segundo a Ande-Brasil, esta é uma modalidade terapêutica que, como o próprio nome sugere, utiliza o cavalo como agente promotor de ganhos físicos e psíquicos, pois trata-se de atividade que exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, do relaxamento, da conscientização do próprio corpo e do aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

A equoterapia busca, assim, o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais.

Para os portadores de deficiência visual existem técnicas específicas que proporcionam melhorias nos aspectos motores relacionados à marcha e ao equilíbrio. Entre elas está a cavalgada, que estimula o praticante a experimentar diferentes texturas com os pés e as mãos e com sensações de quente e frio.

Os resultados obtidos com a prática da atividade são excelentes. Os praticantes se sentem mais seguros e existe a evolução das relações cotidianas, além de inúmeros benefícios à saúde do praticante. A técnica pode ser utilizada em crianças e adultos e não existe um tempo específico de tratamento.

Fonte: http://www.saudevisual.com.br/noticias/202-equoterapia

 

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