Experiência Sensorial: você já pensou em saber como vive um cego?
Experiência Sensorial: você já pensou em saber como vive um cego?

Experiência Sensorial: você já pensou em saber como vive um cego?

Quem consegue enxergar provavelmente nunca parou para tentar saber como uma pessoa cega vive. Sabemos que quem é deficiente visual pode, muito bem, ser uma pessoa independente e fazer tudo o que nós, que vemos, fazemos. Mas, será que você toparia ter uma experiência sensorial e saber como que um cego faz as coisas?

Essa premissa está se espalhando por estabelecimentos do mundo todo e muita gente topa tentar entender – nem que seja por tempo limitado – como é a experiência sensorial de não conseguir enxergar nada.

 

Quem consegue enxergar provavelmente nunca parou para tentar saber como uma pessoa cega vive. Sabemos que quem é deficiente visual pode, muito bem, ser uma pessoa independente e fazer tudo o que nós, que vemos, fazemos. Mas, será que você toparia ter uma experiência sensorial e saber como que um cego faz as coisas?

Essa premissa está se espalhando por estabelecimentos do mundo todo e muita gente topa tentar entender – nem que seja por tempo limitado – como é a experiência sensorial de não conseguir enxergar nada.

Foi assim que surgiu, por exemplo, o restaurante Dine In The Dark, em Bangkok, na Tailândia. Lá, o cliente chega e é recebido por uma hostess, que pede para que ele escolha uma entre as quatro opções do cardápio: asiático, ocidental, vegetariano e um surpresa. Ele, então, lista para a hostess todas as comidas que não gosta/não pode comer e é então levado para um ambiente sem luz nenhuma. Todos os seus objetos que emitem luz (como celular), devem ser depositados em uma caixa preta com chave.

O cliente não sabe exatamente o que ele vai comer, sabe apenas que serão quatro pratos: entrada, sopa, refeição principal e sobremesa. Sem ver nada, ele se senta na mesa e é atendido por um garçom – todos os garçons são cegos. A medida que cada prato vai chegando, o garçom o guia, explicando onde está colocando cada coisa. Talheres à direita, prato no centro, etc.

O cliente, então, começa a comer, sem ver o que tem no prato. Ele usa todos os outros sentidos para poder apreciar a sua refeição. A Tuka Pereira, do Hypeness, foi lá e relatou tudo o que sentiu no Dine in The Dark. Vale a pena ler.

Mas se você não quiser sair do Brasil para poder ter essa experiência sensorial, há outros meios de fazê-la. Em São Paulo, está em cartaz a exposição Diálogo no Escuro. Ela chegou no Unibes Cultural – antigo Centro de Cultura Judaica – em agosto e sairá de cartaz no dia 3 de dezembro, então corra! É do lado da estação Sumaré, da linha verde do metrô, na rua Oscar Freire, 2500.

A exposição, assim como o restaurante tailandês, faz com que os visitantes tenham a experiência de como é ser desprovido de visão. Lá, grupos de 8 pessoas – com visita agendada – são guiados por um deficiente visual em três ambientes escuros nos quais “cheiro, som, vento, temperatura e textura apresentam as características de ambientes cotidianos como parques, ruas, mercearias, cidades e cafés”. Os visitantes devem interagir com o lugar usando todos os outros sentidos que não a visão.

Dentro da exposição há um bar para que as pessoas possam conversar e trocar informações e experiências com o guia e com outros convidados. O local também é desprovido de luz e o barman é deficiente visual. As pessoas escolhem o que querem comer e beber e consomem os produtos no escuro. É preciso levar notas de R$ 2,00 e moedas trocadas.

Essa experiência sensorial também está em exposição no Rio de Janeiro, no MHN – Museu Histórico Nacional. E já rodou mais de 140 cidades em 40 países nos últimos 25 anos.

Fonte: http://ondda.com/noticias/2016/11/experiencia-sensorial-cego

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