Goalball, um jogo de sensibilidades

Goalball, um jogo de sensibilidades

Uma experiência diferente viveram os acadêmicos de Educação Física da Uniamérica: jogar goalball, um jogo criado para deficientes visuais, cegos ou com baixa visão, onde o jogador se guia pelo som dos guizos que vem da bola.  Com os olhos vendados eles enfrentaram os visitantes, o time de deficientes visuais da cidade, em uma experiência emocionante.

Alguns jovens abraçados
“Foi uma coisa fora do meu habitual, trabalhei  quase todos os meus sentidos” diz o estudante do 6 período Luiz Felipe Tavares, 18. Já seu xará, Luiz Felipe Severo, 22 comenta: “ É a chance que a gente tem de se colocar no lugar de quem não enxerga”.

Para o técnico, Beto Santos, o objetivo da atividade foi além de uma oportunidade a mais para treinar para os Parajaps, que acontece Londrina,  em dezembro. Foi uma possibilidade de integração, troca de experiências e divulgação do esporte, sempre visado a inclusão. “ É  também uma forma de  mostrar que a pessoa com deficiência  tem seu valor”, salienta o treinador.

Mulher defende jogada
Salete Marafom Tomaz, 56, é a titular do meio no time e escalada para defender os pênaltis. “Me sinto muita alegre de  pela primeira vez representar a cidade nos Parajaps. A expectativa é grande  de jogar diante de um público maior, isso até intimida a gente. Mas será uma experiência  muito válida e queremos trazer medalhas.

Emoção
Ao final do jogo as equipes sentaram para conversar. Os atletas visitantes contaram um pouco das suas histórias de vida, num diálogo ao mesmo tempo divertido e emocionante que levou o acadêmico Luiz Eduardo de Melo, 19, as lágrimas. Ele recebeu o apoio e carinho dos colegas que também estavam tocados pela experiência.

“Me emocionei pelas experiências que eles nos passaram, com suas histórias, os motivos da perda da visão e o fato deles, mesmos com suas limitações, conseguirem fazer a quantidade de atividades que fazem, como a informática, violão, e o próprio goalball”, contou.

Luiz conta ainda que para ele e seus colegas de projeto, Albeir, Evaldo, Lucas, Natália e Pedro, foi uma experiência incrível. Não só participar do jogo, mas também pelo enriquecimento e injeção de ânimo que receberam. “Espero tirar bom proveito da experiência”, concluiu.
E como o time da casa perdeu para os visitantes, Luiz diz que espera revanche. Aí, Luiz, agora só o ano que vem.

Participação nos Parajaps:
A equipe vai representar Foz do Iguaçu nos Parajaps (Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná), disputados por atletas com alguma deficiência. A disputa será de quatro a sete de dezembro em Londrina. Nossos atletas vão enfrentar times de seis cidades. É  a primeira vez que o time sai para jogar fora de casa. A expectativa do treinador é trazer medalhas.

Os integrantes da equipe que representará Foz do Iguaçu em Londrina são: O técnico Beto, a coordenadora e professora Lucy, os atletas no feminino Roseli, Salete, Cleide, lenir, Elisiane e Vera. No masculino: Patrik, Jair, Guilherme, Joaquim, Edenir e Edvaldo.

Todos participantes reunidos
O time joga pela Secretaria Municipal de Esportes e conta com o apoio do IFPR (Instituto federal do Paraná), onde treina atualmente, e da ADEVIFOZ (Associação de Deficientes Visuais de Foz do Foz do Iguaçu).

Fonte: http://www.h2foz.com.br/noticia/goalball-um-jogo-de-sensibilidades

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