Guia de ingressos das Paralimpíadas: as principais atrações do Rio 2016

Guia de ingressos das Paralimpíadas: as principais atrações do Rio 2016

A menos de um ano para as Paralimpíadas do Rio de Janeiro, centenas de paratletas do Brasil e do mundo treinam à exaustão para garantir um lugar nos Jogos de 2016. Os torcedores também já podem assegurar presença na competição ao comprar ingressos para as 315 sessões de 23 esportes além da cerimônia de abertura do dia 7 de setembro e a de encerramento do dia 18 de setembro – as duas no Maracanã. O GloboEsporte.com e o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) preparam um guia das principais atrações de cada dia das Paralimpíadas de 2016. A primeira fase de pedidos de ingressos se encerra nesta quarta-feira, dia 30 de setembro.

Ao todo, estão disponíveis 3,3 milhões de entradas, sendo 2 milhões a preços populares de até R$ 30. A compra é feita através do site oficial do Rio 2016, e o limite é de até 20 sessões diferentes por pessoa, com 12 ingressos para as de menor demanda e oito para eventos de maior demanda, como uma superfinal do atletismo ou a disputa do ouro no basquete em cadeiras de roda. Os preços variam de R$ 10 a R$ 130 para as competições esportivas, e de R$ 100 a R$ 1200 para as cerimônias (abertura e encerramento), no Maracanã, com meia-entrada disponível para estudantes e idosos em todas as sessões.

Daniel Dias 50m borboleta natação parapan de toronto (Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB)
Daniel Dias tem 15 medalhas paralímpicas em duas edições dos Jogos (Foto: Jonne Roriz/MPIX/CPB)

DIA 1 (8 DE SETEMBRO)

Uma das estrelas dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 começa sua corrida pelo ouro logo no dia 1 das competições, sob os holofotes. O nadador Daniel Dias, 27 anos e 15 medalhas colecionadas em Londres 2012 e Pequim 2008, deve estar na final dos 200m livre S5, em sessão (SW02) que se inicia às 17h30, para fazer a alegria do público local. Nos 100m costas S6 masculino, Talisson Glock, 20 anos também pode empolgar a torcida brasileira – é o segundo do ranking mundial, atrás do chinês Tao Zheng. As primeiras medalhas dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 devem sair para as mulheres, no tiro esportivo, categoria R2 carabina de ar 10m em pé. A australiana Natalie Smith, a eslovaca Veronica Vadovicova e a chinesa Cuiping Zhang (ouro em Londres 2012) são fortes candidatas ao pódio. A competição inicia às 8h30, no Centro Esportivo de Tiro em Deodoro.

DIA 2 (9 DE SETEMBRO)

A partir das 17h30, o Estádio Olímpico, sedia um duelo de blade runners (amputados) que eletriza plateias desde 2012. Em Londres, o amputado britânico Jonnie Peacock levou a melhor sobre o americano Richard Browne. Desde então, vem sendo superado pelo rival, com quem deve medir passadas novamente na final dos 100m T11. Na mesma sessão (PAT04) do atletismo, a velocista cega Terezinha Guilhermina, seis medalhas Paralímpicas (três de ouro) corre em busca da consagração diante da torcida.  Ela deve estar na final dos 100m rasos T11 feminino, provavelmente com outra brasileira na cola, Jhulia Karol.

Terezinha Guilhermina venceu os 200m e os 400m rasos no mesmo dia (Foto: Daniel Zappe/MPIX​/CPB)
Terezinha Guilhermina busca o segundo ouro só nos 100m rasos T11 (Foto: Daniel Zappe/MPIX​/CPB)

DIA 3 (10 DE SETEMBRO)

O terceiro dia de competições tem uma estreia importante, o triatlo, que consta pela primeira vez do programa oficial dos Jogos Paralímpicos. A prova masculina tem largada às 10h e tudo para repetir o cenário do evento-teste, realizado em agosto, que contou com o mesmo cenário, a praia de Copacabana e arredores. Serão 750 metros de natação, 20 km de bicicleta e 5 km de corrida. No Estádio Aquático Olímpico, novo capítulo de uma rivalidade que vem desde 2008: às 17h30 (sessão PSW06), na final dos 50m borboleta S5, Daniel Dias deve enfrentar um atleta de sete ouros Paralímpicos, o chinês He Junquan, que nasceu sem os dois braços.

Edson Dantas, paratriatleta (Foto: Cleber Akamine)
Triatlo fará sua estreia nas Paralimpíadas no Rio de Janeiro (Foto: Cleber Akamine)

DIA 4 (11 DE SETEMBRO)

No domingo, no Estádio Aquático Olímpico, na sessão PSW08, iniciada às 17h30, a americana Jessica Long, biamputada (classe S8), nada para repetir um de seus cinco títulos conquistados em Londres 2012: nos 100m livre. Nesta prova e nos 400m livre S8 ela manda desde Atenas 2004, quando foi a mais jovem atleta da delegação americana.  Com 17 medalhas Paralímpicas até agora, Jessica tem tudo para continuar no Rio de Janeiro sua incrível trajetória iniciada na Sibéria, onde nasceu e foi entregue à adoção. No Estádio Olímpico, na sessão da tarde (PAT08), nos 100m classe T11, para deficientes visuais, o americano David Brown, recordista mundial, deve encontrar nos brasileiros Lucas Prado e Felipe Gomes dura concorrência.

Lucas Prado e Laercio Martins atlétismo França (Foto: Marcio Rodrigues / Mpix / Cpb)
Depois do Parapan, Lucas Prado tem novo duelo contra o americano David Brown (Foto: Marcio Rodrigues / Mpix / Cpb)

DIA 5 (12 DE SETEMBRO)

Na sessão que começa às 17h30 no Estádio Olímpico, um suspense domina a expectativas: o blade runner brasileiro Alan Fonteles, que surpreendeu o mundo ao bater Oscar Pistorius nos 200m T44 em Londres 2012, enfrentou problemas que têm afetado seu rendimento. Mas segue como recordista mundial e estará sob os holofotes na final de 2016, buscando o bi.

Alan Fonteles fez a segunda melhor marca do mundo no ano nos 200m rasos (Foto: Daniel Zappe/MPIX​/CPB)
Alan Fonteles busca o bi dos 200m rasos T44 nas Paralimpíadas de 2016 (Foto: Daniel Zappe/MPIX​/CPB)

DIA 6 (13 DE SETEMBRO)

No Estádio Aquático, a partir das 17h30 (sessão PSW012), há a expectativa de dobradinha brasileira no pódio dos 100m livre S10, com Andre Brasil e Phelipe Rodrigues. Outra esperança de ouro para os locais é na esgrima, na Arena da Juventude. Na sessão PWF04, iniciada às 14h, Jovane Guissone defende o ouro conquistado em Londres na espada individual categoria B (para atletas com mais limitações).

Jovane Guissone no Mundial de esgrima em cadeira de rodas (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB)
Jovane Guissone defende o título paralímpico na espada categoria B (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB)

DIA 7 (14 DE SETEMBRO)

Uma das atrações imperdíveis do dia é um iraniano de ascendência curda nascido perto da fronteira com o Azerbaijão. Siamand Rahman reina absoluto como o Paralímpico mais forte do mundo no halterofilismo. Medalha de ouro em Londres 2012, já quebrou o recorde mundial oito vezes e planeja erguer 300 kg no Rio de Janeiro. Deve chegar perto disso às 17h, no Riocentro – Pavilhão 2. A sessão PPO18 vale medalha no torneio para atletas de mais de 107 quilos.

Na Arena Carioca, o rúgbi em cadeira de rodas dá início a seu torneio com quatro jogos em três sessões (a primeira, PWR01, às 10h30, inclui duas partidas, com o mesmo preço das outras duas, PWR02, às 16h, e PWR03, às 19h15). A Austrália é a atual campeão Paralímpica e mundial, mas Canadá (prata em Londres 2012 e vice mundial) e EUA (bronze em Londres e 3º no mundial) são fortes candidatos.

Bruno Damaceno compara cadeira de rúgbi com o Caveirão (Foto: Daniel Zappe/MPIX​/CPB)
Com batidas e quedas, rúgbi em cadeira de rodas é atração das Paralimpíadas (Foto: Daniel Zappe/MPIX​/CPB)

DIA 8 (15 DE SETEMBRO)

O oitavo dia de competições dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 traz uma novidade logo às 9h, no cenário de cartão postal da Lagoa Rodrigo de Freitas. A Canoagem velocidade, que estreia na programação oficial Paralímpica, distribui suas primeiras medalhas, com seis pódios. No caiaque individual KL1 200m, os brasileiro Fernando Fernandes (tetracampeão mundial entre 2010 e 2013, bronze na competição de 2015) e Luís Carlos Cardoso (atual campeão mundial) vão brigar por medalha.

O Paralímpico mais rápido do mundo, Jason Smyth, é o astro a ser acompanhado no atletismo, na final dos 100m T12, parte do programa da sessão PAT16, que começa às 17h30, no Estádio Olímpico. O deficiente visual irlandês conquistou quatro ouros Paralímpicos como T13, mas sofre de uma doença degenerativa que o fez mudar de classe.

Fernando Fernandes no Mundial de Paracanoagem (Foto: Reprodução / Facebook)
Fernando Fernandes pode levar o ouro na estreia da canoagem nas Paralimpíadas (Foto: Reprodução / Facebook)

DIA 9 (16 DE SETEMBRO)

O futebol de 7 tem final e cerimônia de premiação às 17h, no Estádio de Deodoro (sessão PFT14). Rússia e Ucrânia fizeram a última decisão Paralímpica. O Brasil, em evolução, tem chances de chegar. A disputa pelo bronze é às 14h, também em Deodoro (PFT13). No goalball, as finais feminina e masculina acontecem a partir das 18h30 (PGB25), na Arena do Futuro. Entre os homens, Finlândia, Brasil e Turquia formaram o pódio em Londres 2012 – Brasil é atual campeão mundial e vice olímpico. Entre as mulheres, deu Japão, China e Suécia.

Leomon Moreno goalball (Foto: Marcelo Brandt/CPB)
Atual campeão mundial entre os homens, o Brasil busca o ouro no goalball do Rio 2016 (Foto: Marcelo Brandt/CPB)

DIA 11 (17 DE SETEMBRO)

No penúltimo dia de competições, com partidas valendo ouro, é natural que os esportes coletivos roubem a cena. Arena Olímpica do Rio abre espaço para a decisão do basquete masculino na sessão que começa às 16h30 (PWB40, aberta pela disputa de quinto lugar). O esporte é imprevisível, mas Canadá e Austrália fizeram as três últimas decisões Paralímpicas – o Canadá, atual campeão, venceu duas; a Austrália ganhou em Pequim 2008. No futebol de 5, disputado por deficientes visuais, com bola de guisos, a partida decisiva está marcada para as 17h (sessão PFB13) na quadra 1 do Centro Olímpico de Tênis. O Brasil dos craques Jefinho e Ricardinho é o atual tricampeão Paralímpico. Em Londres 2012, venceu a França na final, mas só passou pela Argentina na semi na disputa de pênaltis. Há uma boa chance de a partida decisiva no Rio promover o reencontro com um desses velhos rivais do futebol de campo.

Brasil e Argentina empataram no futebol de 5 (Foto: André Durão)
Atual tricampeão paralímpico, o Brasil busca mais um título no futebol de 5 (Foto: André Durão)

DIA 11 (18 DE SETEMBRO)

Além da maratona, dois esportes coletivos decidem medalhas e prometem emoção até os derradeiros instantes. A final do vôlei sentado masculino está marcada para o Pavilhão 6 do Riocentro, em sessão (PVS24) que inicia às 9h30, com disputa do bronze na preliminar. Uma inusitada rivalidade esportiva entre Bósnia-Herzegovina (atual campeã) e Irã tem marcado essa modalidade. Os dois países fizeram as quatro últimas decisões Paralímpicas. Cada um venceu duas. Mas o Brasil, que aparece em terceiro no ranking mundial, jogando em casal, pode estragar esta tradição. Já o rúgbi em cadeira de rodas tem duas sessões na Arena Carioca: às 9h (PWR13) para a disputa do bronze, e às 12h30 (PWR14) para definir medalhas de ouro e prata.

vôlei sentado Brasil x Colômbia Toronto (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB)
Vice mundial entre os homens, Brasil mira subir de degrau no pódio do vôlei sentado (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB)

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