Judô ajuda alunos de instituto para cegos no interior de São Paulo
Judô ajuda alunos de instituto para cegos no interior de São Paulo

Judô ajuda alunos de instituto para cegos no interior de São Paulo

Em um pequeno espaço, um tatame abriu caminho para as crianças para um mundo totalmente novo. Agora elas sonham em ir mais longe.

Quem disse que não se pode “sentir” a luz? Sem a visão os outros sentidos se aguçam.
E é justamente isso que as crianças e jovens vem aprender no Instituto Riopretense dos Cegos: como entender o mundo sem a visão.

No lugar, eles descobrem como ler com a ponta dos dedos, como entender suas limitações, ampliar suas capacidades, a andar sozinhos. E também é um apoio imprescindível para muitos pais.

Maria de Souza: Eu pensava, como é que vou ensinar um cego? Como vou conviver com uma criança cega? Só depois você vê que é muito simples. Você acostuma.
Jornal Nacional: E você viu isso onde?
Maria de Souza:  Aqui.

Agora a molecada sonha em ir mais longe e, para isso, precisa de rodas.

O espaço é bem simples. Uma academia pequena, espremida entre paredes e, no final do corredor, o tatame. E pode não parecer, mas o espacinho acanhado, abriu caminho para um mundo gigantesco e desconhecido para as crianças.

Para Camilla Silva Torres, a competição de judô foi a primeira vez fora de casa: “A gente tem um medo, um friozinho na barriga, a gente ter viajado, eu fiquei uma semana fora em São Paulo, um lugar em que não conhecia quase ninguém, mas depois deu tudo certo”.

Para Natalia de Souza Martins, foi a primeira vez em um avião.

Natalia: Eu gostei, foi tipo a primeira vez, fiquei com um pouco com medo e porque também foi de avião
Jornal Nacional: O que deu mais medo, as lutas ou o avião?
Natalia: O avião

“Essa questão social do judô também é interessante. Eles conhecem outras pessoas. A Camilla mesmo quando foi para o campeonato ela ficou impressionada com a quantidade de albinos. É um mundo novo, tudo eles estão conhecendo, tudo é novidade”, diz o professor Cassio Gonçalves.

“Os pequenos estão perguntando para esses que já foram como é lá, quando ‘você vai me levar’, aquela coisa, ‘agora eu vou poder ir esse ano?’”, diz o professor.

Mas sem um meio de transporte não dá. “Às vezes a gente deixa de fazer alguma competição, por exemplo em São Paulo, em alguns campeonatos, porque nós não temos transporte”, conta o diretor do instituto, Romiro da Silva.

A ajuda do Criança Esperança é justamente para isso, porque se um tatame pequenininho já levou eles tão longe, imagina para onde eles vão com uma van?

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/07/judo-ajuda-alunos-de-instituto-para-cegos-no-interior-de-sao-paulo.html

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