Leitores de tela aproximam o deficiente visual do mundo virtual
Leitores de tela aproximam o deficiente visual do mundo virtual

Leitores de tela aproximam o deficiente visual do mundo virtual

Engana-se quem pensa que os deficientes visuais não tem acesso ao mundo digital. Hoje é possível navegar pela internet e utilizar diversos programas no computador por meio de leitores de tela.  Basicamente trata-se de um programa que lê e fala as informações que estão expostas na tela do computador, tornando-o acessível. O deficiente visual não utiliza o mouse, apenas o teclado, seguindo as referências das teclas, conforme os princípios da datilografia e digitação.

Mas a tecnologia assistiva, que é um direito de todos, nem sempre é barata. Muitos leitores de tela são caros, impossibilitando a aquisição até mesmo de empresas, sendo um dos motivos para a não contratação dos deficientes visuais.  Há quatro anos Gilberto Ferreira, aluno e colaborador do LMC,  descobriu o NVDA, NonVisual Desktop Access ou Acesso Não-Visual ao Ambiente de Trabalho, um software gratuito que pode ser baixado pela própria internet. “Descobri por curiosidade através de pesquisas. Instalei no meu computador e deu certo”, conta o aposentado.

O NVDA faz parte da aula de informática do Lar das Moças Cegas . A professora Maria Aparecida Pin explica que o programa é simples de usar, basta memorizar os comandos do Windows, que são praticamente os mesmos. “É questão de prática. Quem mexe no Windows, mexe em qualquer leitor de tela, inclusive no NVDA”.

Outra vantagem do NonVisual Desktop Access é a versão portátil. Gilberto, por exemplo, carrega consigo, no bolso da calça, o pendrive com o programa. Desta forma, consegue utilizar em qualquer lugar. “Muitas vezes meus colegas me chamam para instalar programas no computador e eu só espeto o pendrive e faço o que quero. Isso é muito bom”, exemplifica sorrindo Gilberto.

O NVDA começou a ser desenvolvido em 2006 na Austrália por Michael Curran, que também é cego. Até hoje, apesar de ser gratuito e não deixar a desejar, o programa é pouco divulgado e com o tempo vem conquistando espaço nas casas, empresas e instituições onde ficam os deficientes visuais. “Tudo o que é novo assusta um pouco. O pessoal desconfia e não sabe se funciona direito. Eu garanto que funciona”, finaliza o aposentado.

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