Mulher cega e com paralisia cerebral vota em São Vicente, SP: ‘Dever’

Mulher cega e com paralisia cerebral vota em São Vicente, SP: ‘Dever’

Luciana Andrade, hoje com 30 anos, vota desde os 18. Acompanhada da mãe, ela não quis revelar em quem votou.

Mulher cega e paralisia cerebral fez questão de votar em São Vicente (Foto: Guilherme Lucio/G1)
Mulher cega e com paralisia cerebral fez questão de votar em São Vicente (Foto: Guilherme Lucio/G1)

Votar é direito e dever de todo cidadão, mas para muitos é difícil de ser exercido. É o caso de Luciana Andrade da Cruz, de 30 anos, que nesse domingo (5) votou em São Vicente, no litoral de São Paulo. Luciana tem paralisia cerebral e é cega desde os 13 anos de idade.

Segundo a mãe de Luciana, a dona de casa Virginia Maria Andrade da Cruz, de 55 anos, a filha, que completou o Ensino Médio, pratica caratê e vota desde os 18 anos, procura se manter informada sobre o que acontece na política. “Ela sempre gostou e faz questão de votar. A Luciana é uma garota bem ativa”, explica.

O trajeto de casa até o local de votação, a Escola União Cívica Feminina, foi realizado com um carro adaptado. Por dois anos seguidos, Luciana enfrenta o mesmo problema. Como não consegue enxergar, precisa do auxilio de fones de ouvido, mas nem sempre os encontra na seção onde vota. Em 2012 ela não conseguiu votar, mas este ano fez questão de exercer seu direito e, com a ajuda da mãe, conseguiu. Sobre sua escolha, ela preferiu não revelar. “Voto é secreto, não é?”, conclui.

Mesmo sem ajuda de fones de ouvido, mulher conseguiu votar (Foto: Guilherme Lucio/G1)

 

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