Nº de agressões contra deficientes aumenta 12% em Campinas, SP
Nº de agressões contra deficientes aumenta 12% em Campinas, SP

Nº de agressões contra deficientes aumenta 12% em Campinas, SP

Agressão verbal é a principal violência sofrida por quem tem deficiência.
Dona de casa, que é cega, conta que é ofendida até no ponto de ônibus.

número de denúncias de agressões contra deficientes em Campinas (SP) subiu 12,9% este ano em comparação com o mesmo período de 2015. A agressão verbal é a principal violência sofrida por quem tem alguma deficiência, seguida de negligência por parte dos cuidadores.

Segundo levantamento da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ano passado foram 1.441 denúncias de agressões no município. De janeiro a outubro desse ano, foram 1.627. Já na comparação entre os dez primeiros meses de 2015 e 2016, o aumento é ainda maior, quase 30%.

A dona de casa Aparecida Maria Bressan é deficiente visual e conta que sofre ofensas até quando vai pegar um ônibus.

“Quando às vezes eu tô num ponto de ônibus, eu peço para um, peço para outro e eles falam: ‘você não enxerga tem que ficar em casa’. Se eu estou na rua é porque eu preciso ir ao médico, preciso ir ao supermercado, eu fico assim chateada”, explica.

Falar abertamente
Segundo a secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência, Emanuelle Alkmin, o aumento no número de denúncias é um reflexo de quem decidiu falar abertamente sobre o assunto. “O aumento se deve a coragem das pessoas com deficiência, dos amigos, dos vizinhos procurarem a secretaria para fazer essa denúncia”, afirma.

A secretária explica ainda que a maneira encontrada para evitar os casos foi fazer um trabalho de orientação ao público. “Algumas pessoas com deficiência achavam antes que isso era vida normal, que isso era normal acontecer, viver isso e hoje a gente já tem feito esse trabalho de mostrar que toda pessoa com deficiência tem direito a uma vida plena, sem abusos e sem constrangimento”, destaca.

Tudo para que situações como a que aconteceu com a dona de casa Maria José de Menezes Brando não se repitam. “Eu esbarrei na pessoa e eu falei desculpa, que eu sou cega e a pessoa me disse por que eu não ficava em casa?”, desabafa.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/12/n-de-agressoes-contra-deficientes-aumenta-12-em-campinas-sp.html

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