Pais cegos se emocionam ao “verem” seus filhos que ainda não nasceram

Pais cegos se emocionam ao “verem” seus filhos que ainda não nasceram

Carlise e Jorge recebem uma moldura com o rosto da filha impresso em 3D

Álvaro consegue "enxergar" o bebê que sua mulher está gestando

 

 Me pego às vezes reclamando da tecnologia, sob a alegação de que as pessoas estão cada vez mais vivendo em função das máquinas e importando-se menos uns com os outros. Mas reconheço que coisas fantásticas também são fruto destes novos tempos, proporcionando momentos emocionantes e inimagináveis até poucos anos atrás. Li recentemente duas belas histórias, bem parecidas, e que compartilho agora com vocês.

A primeira é a do catarinense Álvaro Zermiani e de sua mulher Ana Paula Silveira. Eles são cegos, moram em São Paulo e quando estavam “grávidos” do filho souberam que um médico, Heron Werner, realizava um trabalho gratuito aos deficientes visuais que vão ser papais. Primeiro, é feito um exame de ultrassonografia ou ressonância magnética na gestante. Depois, o arquivo com as imagens é trabalhado para que possa ir para umaimpressora 3D. A partir desta tecnologia, o casal pode ter nas mãos uma cópia fiel, em gesso, do feto. Álvaro contou que a experiência proporcionou-lhes uma forte emoção, principalmente por ser possível reconhecer pelo tato as feições do bebê.

Pais cegos, a princípio, não podem ter o mesmo privilégio dos pais que enxergam, ou seja, “ver” minimamente seu filho, por meio de exames de imagens, antes dele chegar ao mundo. Com a impressão 3D, isto está mudando. O outro caso é o de Carlise e Jorge Vieira, também deficientes visuais. A filha deles, Natália, deve nascer dia 10 de setembro. Ela, que é historiadora e blogueira, conta que seu maior sonho era poder ver o rosto do seu bebê, que era mostrado para a família durante os ultrassons. Então, a startup gaúcha 3D Protos decidiu presentear o casal com uma impressão em 3D da ecografia, para que eles pudessem realmente “ver” através do tato as feições da criança.

A futura mãe conta que, por causa da impressão em 3D, ela pôde descobrir que sua filha teria a boca e as bochechas iguais ao pai, e o formato do rosto como o seu, fato que foi confirmado pelos amigos e parentes. Ela recebeu da clínica um quadro com o relevo do formato de sua filhinha. Incrível o poder da tecnologia. Tomara que em pouco tempo estes exames, hoje ainda raros _ e possivelmente muito caros _ comecem a ficar acessíveis a todas as mamães e papais que só “enxergam” com a ponta dos dedos e que têm, como qualquer um de nós, muita vontade de saber como são os bebês que estão sendo gerados

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/vivi/2015/08/24/pais-cegos-se-emocionam-ao-verem-seus-filhos-que-ainda-nao-nasceram/?topo=67,2,18,,38,77

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