Uma profissão que luta por direitos: o Assistente Social

Uma profissão que luta por direitos: o Assistente Social

Na sexta-feira (15) é comemorado o Dia do Assistente Social, categoria de extrema importância para a sociedade. Em Santos, a Secretaria de Assistência Social (Seas) conta com 81 assistentes sociais distribuídos em seus quadros. A maioria trabalha há mais de cinco anos na Prefeitura e tem uma história marcada pela luta por garantia de direitos.

Elizabeth Soares Evangelista trabalha há nove anos na República de Idosos e acompanha as pessoas a médio prazo e, em alguns casos, até a morte. Essa experiência profissional deixou claro que a qualidade das relações com filhos, parentes e amigos, feitas ao longo da vida, se reflete na velhice. “Alguns chegam com laços familiares rompidos e sentimento de culpa. Nós trabalhamos a recuperação da autoestima”.

Comunidade

Maria de Jesus Andrade, a Ziza, entrou na Prefeitura em 1996 e o trabalho que mais marcou a profissional foi com a população de Caruara. Ela recorda que, no início, o pessoal se sentia desacreditado. “Eles diziam que moravam no meio do mato. Com o tempo, entenderam que o poder público tem o dever de assisti-los”.

Ziza assistiu ao crescimento de uma geração inteira e ao sentido de cidadania se consolidar, com a percepção de que o acesso aos benefícios sociais e à política de assistência social é um direito e não um favor. “Foi uma consciência coletiva”.

Cidadania

Rejane da Fonseca Oliveira é chefe de Departamento de Proteção Social Especial, mas nos 19 anos de carreira, trabalhou com população em situação de rua, crianças e adolescentes em acolhimento institucional, adolescentes autores de ato infracional e com mulher vítima de violência.

De todas as experiências, uma não sai de sua memória, mesmo após passados 12 anos. Foi o atendimento a uma baiana, que, quando era criança, foi vendida pelos pais a uma família que abusou dela sexualmente. Depois, caiu na prostituição e, na meia idade, mudou-se para Santos, onde passou a ser acompanhada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). “Depois de um longo trabalho, ela encontrou na culinária um jeito de se sustentar e sair da prostituição. Superou muitas dificuldades, mas sua maior emoção foi quando retirou a certidão de nascimento e o RG e nos disse que agora era uma cidadã”, recorda Rejane.

Sobre a Profissão

• O assistente social, assim como todo técnico que entra na Seas, recebe publicações atualizadas sobre a política para o setor.

• Antes de assumir seu posto, o profissional passa por uma reunião informativa com a coordenadora e a chefe do departamento onde irá atuar.

• Após esse preparo preliminar é que o profissional assume o cargo.

• Por uma conquista da categoria, desde 2011 cumpre jornada de 6h de trabalho.

• Conseguir a confiança da pessoa atendida é fundamental.

• Trabalha com o acesso e garantia de direitos. Por exemplo, pessoas e famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social, população em situação de rua, crianças e adolescentes em trabalho infantil, crianças, adolescentes, mulheres e idosos vítimas de violência.

• Os atendimentos são individuais, familiares ou em grupos, dependendo da necessidade do público assistido.

Fonte: http://www.santos.sp.gov.br/?q=noticia/880806/uma-profiss-o-que-luta-por-direitos-o-assistente-social

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