Visão Eficiente: novo olhar sobre o Mundo do Trabalho

Visão Eficiente: novo olhar sobre o Mundo do Trabalho

A chamada Lei de Cotas (Lei 8.213) está a mais de duas décadas em vigor, apesar disso, ainda existe o preconceito sobre a capacidade produtiva da pessoa com deficiência, originada principalmente, pelo desconhecimento dos empresários acerca das potencialidades dos deficientes.

Em 2006 o Lar das Moças Cegas iniciou um trabalho pioneiro na Baixada Santista com o NOCT, Núcleo de Orientação e Capacitação para o Trabalho. O programa tinha o objetivo de orientar, qualificar e capacitar o deficiente visual. Durante seis anos alunos, ex-alunos e pacientes da instituição foram inseridos no mercado de trabalho.

Em 2012, seguindo o fluxo do mercado e as necessidades das empresas e das pessoas atendidas no LMC, surgiu a possibilidade de se expandir ainda mais o atendimento, a fim de alcançar um público maior. Com isso, nasceu o Visão Eficiente.

O Visão Eficiente garante a integração do deficiente visual ao mercado de trabalho a partir de ações de preparo, orientação e qualificação. É composto por profissionais das áreas de Serviço Social, Psicologia e Terapia Ocupacional, contando também com o apoio do professor de Orientação e Mobilidade. No setor de empregabilidades, a qualificação profissional é feita desde a adolescência, a partir dos 14 anos.

O “Mundo do Trabalho” tem sido abordado com prioridade no Visão Eficiente. “No Visão Eficiente a gente trabalha a responsabilidade, a capacidade de organização e a leitura.  Buscamos ampliar  o repertório de conhecimentos dos alunos”, explica a terapeuta ocupacional, Valesca Silva.

Atualmente o programa de empregabilidade do LMC atende 20 pessoas, mas a expectativa para 2013 é de que este número ultrapasse o dobro.

Mercado de Trabalho no Brasil para os Deficientes

Atualmente existem cerca de 300 mil pessoas com deficiência formalmente empregadas no Brasil. Desse total, cerca de 223 mil foram beneficiadas pela Lei de Cotas que prevê, no Artigo 93, que toda empresa com 100 ou mais funcionários deve destinar de 2% a 5% (dependendo do total de empregados) dos postos de trabalho a pessoas com alguma deficiência. A empresa que desrespeitar essa lei e negar oportunidade de trabalho a esse público poderá pagar multa de R$ 1.617,12 a R$161.710,08.

 

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