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| Ano 4 - N°06 - Fevereiro de 2010 | Informativo Semestral do Lar das Moças Cegas(LMC) |
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O que se entende em "formar uma PARCERIA"? Basicamente é estabelecer uma aliança onde as parte envolvidas são motivadas pela troca de favorecimento. Exeistem parcerias com interesses comerciais voltadas apenas ao lucro; e parcerias com interesse comunitários, voltadas ao comprimento de uma responsabilidade social. No caso do Lar das Moças Cegas, que é uma instituição Filantrópica - sem fins lucrativos - os dirigentes buscam parceiros que estejam engajados na luta por uma sociedade mais justa e inclusiva. O LMC sente-se privilegiado pela conquista de expressivas alianças como a do Santos Futebol Clube, que apóia o esporte Goalball; e com o direcionamento de verbas de representantes políticos, que abraçam alguns dos nosso projetos sócio-educativos, como por exemplo a Brinquedoteca, a Biblioteca e a Sala de Recursos Audiovisuais. No entanto, o suporte vital, que garante o custeio das despesas e a manutenção dos atendimentos na instituição, durante todo o ano letivo, vem - atualmente - das Prefeituras Municipais de Santos e Cubatão. Estas, assumindo a responsabilidade pela Eduação e Inclusão de seus munícipes deficientes visuais, firmaram convênios de parcerias como o Lar das Moças Cegas e, mensalmente, compensam a Instituição pelo custo de uma Educação diferenciada para os alunos com necessidades especiais. Até este ano de 2009 o LMC conseguiu trabalhar com uma margem de sobra dessa verba conveniada que, mesmo sendo pequena, permitia estender seus serviços a alunos de outras localidades. Mas daqui para frente os tempos serão outros. Porque agora ficou rigorosamente estabelecido que cada administração municipal deverá assumir a responsabildade pela educação Especial.
Diversas atividades são oferecidas gratuitamente aos alunos
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E o que isto significa? Significa que as verbas enviadas pela prefeitura de Santos e Cubatão para custear os gastos com alunos moradores desses municipios, passarão
a ser minuciosamente supervisionadas, com o objetivo exclusivo de evitar que qualquer aluno vindo de outra localidade seja incluída nessa conta. Esta nova realidade determinou a urgência no estabelecimento de acordos de parcerias com os governos municipais de Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande, de onde procede considerável número de alunos deficientes visuais. Questionado sobre o assunto, o presidente do LMC, Carlos Antonio Gomes, declarou que, apesar de estar preocupado com a situação dos alunos, compreende o problemas. "Não é justo que a Prefeitura de Santos - ou a de Cubatão - arque com os custos educacionais de alunos que são de responsabilidade de outros poderes públicos". Para ele, assim com as duas prefeituras já reconhecem seus deveres, as outras também precisam entender a legitimidade de um acordo que garantirá a qualidade do atendimento prestado na Instituição e que implica em gastos mensais relativos à aquisição de equipamentos e materias de consumo, além da contratação de profissional habilidados."Trabalhamos com um orçamento que a cada ano fica mais pesado. E as solicitações de matrícula não param de chegar". O presidente salientou ainda que "não haverá como cobrir os gastos do próximo ano de 2010 caso as parcerias com as prefeituras já mencionadas não se realizem". E ainda explicou: "Estamos diante de um impasse pois se pensarmos em diminuir o gasto com recursos, para mantermos todos os alunos, acabaremos perdendo qualidade nos atendimentos. E isso não podemos fazer porque seria como dar passos para trás. Sem contar com o compromisso que temos com o Selo de Qualidade conferido pela Norma ISO 9001/2008, o qual temos o orgulho de ostentar desde o ano de 2000 quando o conquistamos". Para finalizar, o presidente Carlos Antonio Gomes disse que parceria é sinônimo de crescimento. "Para garantir a otimização e continuidade de um trabalho que não só é referencial em toda a Baixada Santista com também já vem sendo reconhecido em âmbito nacional, é necessário apoio, colaboração e cooperação. Somente assim poderemos continuar crescendo, desenvolver novos projetos e contribuir ativamente para a inclusão social". |
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FALA PRESIDENTE |
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Olá Amigos, colaboradores e alunos! |
Espaço Saúde
Denyse Moreira Guedes *Impacto Pessoal, Familiar e Social dos Deficientes Visuais em conseqüência da Síndrome de Stevens JohnsonA Síndrome de Stevens Johnson (SSJ) bem como a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) também conhecida como Síndrome de Lyell, são reações de intolerância mucocutânea aguda e episódica, grave, às vezes fatal, de relação bem próxima, quase sempre se apresentando devido a drogas, e em menor número, por infecções ou vacinações, que acomete as mucosas oral, genital, anal e ocular, podendo ocasionar graves seqüelas, inclusive a cegueira.Foi desenvolvido um estudo no Lar das Moças Cegas, que atende dois destes pacientes, com o objetivo de avaliar as condições de vida dessas pessoas; o impacto dessa Síndrome no ambiente familiar e social e as expressões objetivas e subjetivas de readaptação, tendo em vista as limitações pessoais e as limitações a elas impostas pelo meio social. Estudo desenvolvido através da pesquisa qualitativa utilizando a História Oral - trajetória de vida. As alunas ficaram cegas por conta de diagnósticos tardios, devido a falta de preparo adequado dos profissionais da área de Saúde. A SSJ foi desencadeada em uma das alunas aos cinco anos após uma crise convulsiva e a ingestão de Hidantal. A outra, aos 12 anos, após a ingestão de AAS, Cataflan, Ampicilina e Amoxilina. A paciente já passou por 10 cirurgias entre plásticas, enxerto labiall, transplantes de córnea. No LMC aprenderam Braille e foram inseridas nas atividades educativas e de reintegração. Uma delas, 27 anos, trabalha como telefonista, pratica esportes e faz Fisioterapia em uma universidade da cidade. A outra, 9 anos, pratica esportes, estuda em escola pública e freqüenta as atividades do LMC. As seqüelas da Síndrome de Stevens Johnson bem como da deficiência visual trouxeram uma série de dificuldades a vida familiar e social das alunas, mas o esforço, a dedicação das mães e, especialmente, a esperança foram marcas observadas na trajetória de vida dessas pessoas. Elas recebem apoio psicossocial para readaptação à nova vida. As alunas tiveram inúmeras dificuldades de serem aceitas e re-inseridas em seu convívio social: foram rejeitadas pelas amigas da escola, vizinhos e familiares. Sofreram e sofrem preconceitos. A readaptação tem sido lenta e árdua. Com o trabalho do LMC vem superando barreiras para seguirem seu curso natural. A inclusão social de deficientes visuais encontra barreiras de todas as ordens, quando associadas à SSJ, a situação se torna mais grave pelas marcas das queimaduras e das manchas que apresentam por todo o corpo. *Denyse Moreira Guedes é Assistente Social, Advogada, Mestre em Saúde Coletiva, Conselheira Titular do Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS e professora da UNAERP - Guarujá no curso de Serviço Social. |
Alunos do LMC tocam ao vivo em peça de teatroSe aventurando pela primeira vez na área da dramaturgia, eles contam um pouco de como foi se tocar na trilha-sonora enquanto os atores se apresentavamOs alunos do LMC Valéria Cristina da Silvia Teixeira, Milena Ribeiro Simões e Gilmar Ribeiro dos Santos estão ficando famosos. Os três fizeram uma participação mais do que especial tocando com a orquestra do Projeto Pró-Viver peça de teatro "Zulim - uma formiguinha eficiente", que ocorreu em novembro do ano passado.A experiência foi diferente, porém muito gratificante. Mas nenhum deles é estranho a grandes platéias ou ovações, especialmente Gilmar, acostumado a se apresentar em jogos e campeonatos, e também na banda e no coral. Para ele, a experiência foi muito bacana. "Promoveu a inclusão né? Fomos tocar com pessoas sem deficiência e esse tipo de integração é sempre válido. Já estamos ansiosos para novas parcerias em 2010", conta. Já Valéria diz que participar da orquestra pela primeira vez foi desafiador. "Tive a possibilidade de participar de algo diferente, desafiador. Era outra banda, éramos os únicos deficientes e tocamos sem partitura. Os outros músicos solfejavam as notas para nós nos ensaios gerais", explica. As músicas foram tocadas de acordo com cada cena. "Em momentos de tensão ou drama, as músicas se tornavam mais rápidas, intensas, ou tristes", conta Valéria. E como nenhuma apresentação é completa sem alguma história engraçada ou um 'mico', Valéria entrega o ouro. "Na hora, ao vivo, sabíamos que estava na hora de entrar na base do cutucão. O Matheus, um dos trompetistas da orquestra, nos cutucava. Aí um ia passando o cutucão para o outro e já sabíamos que no próximo compasso teríamos que entrar", brinca.
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ENTREVIST@.COMRomeu Kazumi Sassaki - consultor de inclusão social |
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Romeu Kazumi Sassaki - Comecei em 1976, coordenando uma pesquisa nacional sobre o perfil das pessoas com baixa visão e cegas, com apoio da Fundação Projeto Rondon. Fui convidada para realizar essa pesquisa como voluntária e, como tinha acabado de me formar, achei que era uma oportunidade interessante. Nunca pensei que teria continuidade (risos), mas em nenhum momento defino minha atuação como "dedicar-me às pessoas com deficiência". Não é assim que vejo meu trabalho e minha atuação. Visão: - Qual a diferença entre integração e inclusão? Romeu Kazumi Sassaki - O paradigma da integração consistia no processo de adaptar a pessoa com deficiência para que ela fosse aceita nos sistemas sociais comuns como eles sempre existiram até então. O da inclusão consiste no processo de adequar esses sistemas às singularidades de qualquer pessoa, com ou sem deficiência. Visão: - Por que é importante tratar as pessoas com deficiência utilizando a terminologia correta? Romeu Kazumi Sassaki - Não é correto dizermos que as palavras não são tão importantes quanto as ações. As duas coisas são importantes ao mesmo tempo. Visão: - Qual o maior desafio a ser enfrentado para que seja instituída na sociedade uma conduta capaz de proporcionar o acesso de todas as pessoas à educação, ao trabalho, ao lazer, à cultura, ao turismo, independentemente de suas limitações? Romeu Kazumi Sassaki - Todos os desafios (arquitetônicos, comunicacionais, metodológicos, instrumentais, programáticos e atitudinais) são enormes, mas podemos dizer que os desafios atitudinais estão em primeiro lugar. |
Visão: - Qual o caminho correto para uma empresa se tornar inclusiva? A aquisição de tecnologias assistivas e o treinamento de funcionários bastam? Romeu Kazumi Sassaki - Uma empresa que pretenda ser inclusiva deve acreditar no valor da diversidade, contemplar as diferenças, efetuar mudanças fundamentais nas práticas administrativas, implementar adaptações no ambiente físico, modificar procedimentos e instrumentos de trabalho, capacitar todos os recursos humanos na questão da inclusão etc. Visão: - Em sua opinião, a lei de cotas equipara as oportunidades das pessoas com deficiência? Romeu Kazumi Sassaki - No debate ao redor do Brasil em torno da Lei nº 8.213/91, duas posições vêm sendo tomadas: 1ª) que é a solução para acabarmos com o problema da não-contratação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho; 2ª) que a lei traz em seu bojo os princípios da discriminação às avessas e da coerção, além de não resolver o problema da não-contratação de pessoas com deficiência; Visão: - Quais as barreiras que contribuem para efetivar a exclusão social? Romeu Kazumi Sassaki - São seis os principais tipos de barreiras que mantém excluídas as pessoas com deficiência da sociedade. Elas podem estar na: própria pessoa com deficiência e seus familiares, empregadores e potenciais colegas de trabalho, espaço urbano, edificações e transportes, metodologias, instrumentos, comunicação e programas e políticas. Visão: - As adaptações realizadas beneficiam somente as pessoas com deficiência? Romeu Kazumi Sassaki - As adaptações (pós-construção) e as adequações (pré-construção) de ambientes físicos, de equipamentos e de transportes coletivos beneficiam tanto as pessoas com deficiência quanto as que não a têm. Visão: - Que benefícios podem-se constatar numa escola ou empresa inclusiva? Romeu Kazumi Sassaki - Na área do trabalho inclusivo, as próprias empresas confirmaram os seguintes beneficios: produtividade, criatividade, qualidade da produção, melhores resultados nos lucros, melhor ambiente de trabalho, melhor adesão às normas internacionais, melhor ajuste à legislação nacional, melhor imagem social. Visão: - De todas as deficiências, qual a que mais exclui? Romeu Kazumi Sassaki - Na minha experiência de cinco décadas, constatei que nenhuma categoria e, dentro dela, nenhum tipo de deficiência levam a pessoa a ser mais excluída ou menos excluída. |
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VEM AÍ! |
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| 22 a 26/02 | Bazar da Pechincha | |
| 12/03 | Caça Talentos | |
| 06/03 | Jantar Danaçante | |
| 01/04 | Festa de Páscoa | |
| 05/04 | Aniversário Dª Nahyr(Mãezinha) | |
| 19/04 | Aniversário do LMC (67 anos) | |
| 06/05 | Homenagem às Mães | |
| 12/06 | Jantar Dançante | |
| 15/05 | Palestra Serviço Social | |
| 24/06 | Festa Junina | |
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AUDIODESCRIÇÃO: ouvidos em plena forma.
Surge mais uma ferramenta no auxílio aos deficientes visuais.
Imagine ser um deficiente visual e ter acesso a cinema, teatro e programas de televisão com máximo entendimento? Algo que vai além da audição e exemplifica exatamente e com precisão, tudo que está sendo mostrado e ou exibido. Um sonho? Nada disso. Essa inclusão audiovisual e cênica já está acontecendo, e atende pelo nome de audiodescrição.
O surgimento dessa técnica se deu pela carência de acessibilidade nos meios de comunicação. Assim sendo, os esforços neste sentido procuram viabilizar o acesso de produtos culturais a essa parcela da população que se encontra excluída.
Mas como é feita a audiodescrição? O recurso consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.
A audiodescrição permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga. Mais um avanço em direção a inclusão.
Para saber mais sobre a audiodescrição visite o site www.audiodescricao.com.br ou pelo telefone (021) 9192 7729 com Graciela.
Srª Esmeralda, aluna do LMC há 15 anos
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Palavra do CoraçãoRenovação Por Esmeralda de Siqueira Vou renovar minha vida Seguir em outra direção Realizar sonhos antigos Ouvir o meu coração Todos os passos que dei Ouvindo a voz da razão Foi uma longa caminhada Cumprindo uma missão Lutei por vidas alheias Muitas delas eu venci Corei lágrimas d'alma Por aquelas que perdi |
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Atletas comemoram o tetra campeonatoem São José dos Campos |
Goalball
A equipe masculina do LMC/SFC foi tetracampeã Paulista de Goalball em novembro do ano passado em São José dos Campos. Ainda foram conquistados pelo time do LMC/SFC os títulos de segundo e terceiro artilheiro da competição geral: Gilmar Ribeiro com 53 gols e Salim Junior 43 gols, respectivamente.
Orgulhoso, o técnico do time Danilo Rong diz que toda a preparação que a equipe fez depois do brasileiro em outubro visando esta competição deu resultado. "O resultado foi notado em jogos que nas etapas anteriores tivemos mais de dificuldade e dessa vez não", ressalta.
E a equipe feminina não ficou atrás; as meninas também tiveram participação na premiação final, pela campanha das duas etapas anteriores. Elas também receberam em São José dos Campos o troféu do terceiro lugar geral da competição.
Para o técnico José Mauro o resultado alcançado foi muito positivo. "As equipes campeã e vice-campeã fazem parte do que no Goalball chamamos de profissionais do esporte, onde cada equipe tem ao menos duas atletas da seleção brasileira, vivendo hoje com salário de esportista e podendo se dedicar totalmente ao esporte". Segundo ele, o maior sonho da equipe é um dia estar nesse nível. "Por enquanto é brigar com as equipes que tem o mesmo nível que o nosso e conquistar vitórias", conclui.
Visão é a publicação semestral do Lar das Moças Cegas (LMC)
(Centro de Educação e Reabilitação para Deficientes Visuais)
Presidente: Carlos Antonio Gomes
Supervisora de Relações Institucionais: Ana Lícia Gotardi
Jornalista Responsável(textos e edição): Amanda La Scala MTB: 47.996 - Assessora de Imprensa
Planejamento Gráfico e Arte| Designer Gráfico: Gabriel Costa - Designer Gráfica
Revisão dos textos: Rosária Parada
Impressão: Gráfica Santista. Tiragem: 1.000 exemplares.
LMC: Av. Ana Costa, 198, Vila Mathias - Santos/SP CEP:11060-000
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