Sobre o LMC

O Lar das Moças Cegas é uma instituição sem fins lucrativos que atende gratuitamente cerca de 400 pessoas cegas e com baixa visão, de ambos os sexos. Atualmente, conta com três setores principais de atendimento: Educação, Saúde e Serviço Social.

Foi fundado no dia 18 de abril de 1943 e desde então tem como missão habilitar, reabilitar e incluir na sociedade a pessoa com deficiência visual para que ela seja independente em todos os aspectos.

Como o nome diz, o objetivo da entidade era servir como um lar para as mulheres cegas e, junto a isso, dar acesso à educação. Em 1988, ampliou o público-alvo para ambos os sexos e passou a atender desde o primeiro mês de vida até a terceira idade.

Para dar entrada no atendimento, são necessários laudo médico que ateste a deficiência visual e encaminhamento.

Missão

Habilitar, reabilitar e incluir a pessoa com deficiência, gratuitamente, em atendimentos de Saúde, Educação e Serviço Social.

Visão

Oferecer um serviço ainda mais completo desde o diagnóstico até a reabilitação com os melhores equipamentos e profissionais para ser uma referência no país.

Valores

Habilitação, Reabilitação, Inclusão, Qualidade de Vida e Trabalho em Equipe.

História do Lar das Moças Cegas

Com a presença de Maria Helena Nolf Figueiredo, Regina Mathilde Nolf Azevedo, Nelson Serra e outras personalidades santistas, no dia 18 de abril de 1943 foi realizada a fundação e inauguração, em Santos, de um núcleo vinculado ao Instituto Profissional Paulista para Cegas de São Paulo.

O primeiro objetivo da instituição foi tirar a moça cega da marginalização e oferecer-lhe um sistema de educação e integração à sociedade. Por sugestão de Nelson Serra, a Instituição foi nomeada “Lar das Moças Cegas” que, desligada do Instituto de São Paulo, tornou-se um órgão independente com a finalidade de assistir e educar a mulher cega da região.

Em 1988 a Instituição passou a atender também deficientes visuais do sexo masculino oferecendo- lhes as mesmas oportunidades e direitos. No final da década de 90 a organização deixou de ser um internato.

Desde 1995 o LMC é administrado pelo presidente Carlos Antonio Gomes, Calucho. Com dinâmica visão empresarial, concede uma imagem inovadora à organização.

Em 2017, o Lar das Moças Cegas decidiu expandir os horizontes e, visando novos caminhos, criou Área de Projetos, objetivando o crescimento da Instituição. Ao longo do ano foram muitas reuniões e muitas discussões para encontrar a melhor maneira de conseguir colocar todos os sonhos em prática.

Atualmente contamos com a parceria de duas grandes empresas: A Fundação Cargill, que apoiou a criação da Padaria Inclusiva, onde é desenvolvido o nosso mais novo curso de panificação, e a Companhia Docas do Estado do São Paulo – CODESP que deu condições de melhoria para nossa Banda Musical e Coral Raio de Luz na aquisição de novos uniformes e instrumentos musicais.

Dona Nahyr, a mãezinha

Dona Nahyr Fernandes de Araújo nasceu no dia 04 de abril de 1919. No mesmo mês em que foi fundada a Instituição onde dedicaria sua vida. Veio da cidade de Rio Largo, no estado de Alagoas. Estudou diversas áreas no campo social e da saúde. Foi procurada por Dona Regina Mathilde Nolf Azevedo, que junto com Maria Helena Nolf Figueiredo e Nelson Serra fundaram o Instituto Profissional Paulista para Cegos de São Paulo, para ajudar nos preparativos e da organização da mesma. Aceitou e ficou feliz, pois sua filha também era deficiente.

Desde então, Dona Nahyr, a Mãezinha, como ficou conhecida pelo amor e carinho que oferecia gratuitamente às pessoas, passou a dedicar seus dias em prol da Instituição. Tornou-se administradora residente da entidade que futuramente se tornaria o Lar das Moças Cegas. Se formou em diversos cursos ligados a área social e da saúde, a fim de repassar àquelas que cuidava diariamente. Responsável pelo curso de Atividade da Vida Diária (A.V.D), que implantou no LMC, ficou conhecida pelas boas técnicas que ensinava no dia a dia de casa e leitura por meios especiais. Cursos estes que se mantém até hoje na Instituição.

Deu aos alunos o mesmo carinhoso tratamento que dispensou à sua filha, mas nunca abandonou os demais deficientes. Recebeu diversas homenagens como: Troféu “Honra ao Mérito”, conferido pela diretoria do LMC, em 1963; Diploma “Grande Benemérito”, em 1973, ano em que foi homenageada com uma placa, na sala de estar na sede da Instituição, com os dizeres: “Sala de Estar Nahyr Fernandes de Araújo – uma vida dedicada às cegas, homenagem do Conselho e da Diretoria do Lar das Moças Cegas”.

Foi homenageada também pelo Lions Clube de Santos-Norte, em 1972, com o troféu “Rosa de Prata”; em abril de 1975 pela doação de bengalas na campanha “ Nena Lellis”. No dia 08 de março de 1977 recebeu o diploma de “Honra ao Mérito – Mulheres ajudando Mulheres” do clube “Soroptimista” de Santos, no ano Internacional da Mulher.

Trabalhou e continuou a se dedicar ao Lar das Moças Cegas, e a todos os seus alunos até o dia 02 de abril de 2011, quando veio a falecer, dois dias antes de completar 92 anos. Dona Nahyr é referência e terá pra sempre seu nome indissoluvelmente ligado à entidade.

O mês de março agora será o mês da Dona Nahyr, mulher que dedicou sua vida ao LMC O mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher será totalmente dedicado à Dona Nahyr, a Mãezinha. A data em que se comemora toda a luta, conquistas e a independência da mulher terá o nome daquela que mais se dedicou e ajudou a fazer com que o Lar das Moças Cegas chegasse até aqui.

O mês da Dona Nahyr foi instituído pelo Presidente do LMC, senhor Carlos Antonio Gomes, que achou válida a homenagem pelos mais de 60 anos de dedicação e luta pela Instituição.

Presidentes LMC

Carlos Antonio GomesPresidente

O Calucho, como é conhecido por todos, praticamente cresceu no Lar. Aqui, viveu parte da infância, quando o pai, Carlos Inocêncio Gomes, também foi presidente por 25 anos.

Já ele, está há 38 anos à frente da instituição. Ao longo desse período, sempre teve uma gestão pautada pela busca contínua de tornar o LMC autossustentável e assim garantir o assistencialismo aos mais de 380 assistidos.

Com esse foco no futuro, preparou a instituição para ser reconhecida não só em Santos, mas como em toda a região metropolitana. Elevou o Lar das Moças Cegas a um atendimento de referência nas áreas da Saúde, Educação e Serviço Social.

Hoje, fruto de todo o trabalho desenvolvido, o Lar se orgulha em conquistar o prêmio Top of Mind Tribuna como a entidade filantrópica mais lembrada.

O Carlos Antonio Gomes é um presidente arrojado com uma gestão profissional, porém nunca perdeu a proximidade com todos os colaboradores, voluntários e assistidos do Lar, tanto que está presente todos os dias na instituição e faz questão de acompanhar cada um dos projetos que são elaborados pelos mais de 120 colaboradores.

Regina Mathilde Nolf Azevedo - Fundadora

1943

Maria Helena Nolf Figueiredo - Fundadora

1943

Nelson Serra - Fundador e Presidente

1949 a 1962

Carlos Inocêncio Gomes

1963 a 1982

José Lousada Filho

1983 a 1984

Benedito Lellis

1984 a 1985

Carlos Antonio Gomes

1985 a 1992

José Carlos Fagundes Martins

1993 a 1994

LMC

Linha do tempo

Fatos importantes que ocorreram ao decorrer dos anos

1943
1949
1950
1963
1964
1964
1988
1995
1997
1997
1998
2001
2001
2001
2001
2002
2005
2005
2006
2006
2007
2011
2012
2015
2018
2018
2018
2020
2021
2022

Fundação

Sede atual

Primeiro automóvel

Coral Raio de Luz

Ampliação da sede

Estátua do Cristo

Ampliação do público-alvo

Parceria com Unimed e Santa Casa

Bazar da Pechincha

Quadra Poliesportiva

Caminhão de doações

Iso 9001

III Troféu Paulo Bueno Wolf - destaque na parte social

Lotérica

Ampliação do prédio

VIII Troféu Lydia Federici, equipe de voluntariado

Sítio Paraíso

Centro Aquático

Goalball Santos F.C

Prêmio Gestão Banas

NOCT - Núcleo de Orientação e Capacitação para o Trabalho

Imprensa Braille

Homenagem da Prefeitura

Linha Braille e Scanner de Voz

Padaria Inclusiva

Patrocínio Coral

Área de Saúde

Espaço Lúdico Sensorial

Potencial Visual Evocado

Laboratório de Impressoras 3D

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